POLÍTICA

Miki vai ao Legislativo e pede união para superar a crise

  • Roque Lopes

A crise financeira da Prefeitura foi a tônica dos discursos do prefeito Miki Breier e do vice Maurício Medeiros na noite desta terça-feira (6) na Câmara de Vereadores. Eles participaram da primeira sessão da nova legislatura para dar as “boas vindas aos novos vereadores e aos reeleitos”, como disse Maurício, e para “demonstrar a importância do poder legislativo neste momento de início de trabalhos”, como apontou Miki. O vice-prefeito destacou que a situação da Prefeitura é muito grave e conclamou os vereadores a auxiliarem o Executivo a superar o problema “caminhando para a prestação de um serviço de qualidade para a população”.

Miki Breier ressaltou que no Legislativo estão representados todos os eleitores de Cachoeirinha, enquanto que no Executivo não é a mesma coisa. “Aqui há pluralidade de ideais, opiniões e propostas. Queremos manter canais de diálogo”, frisou. Ele anunciou que o vereador do PRB, Eduardo Keller, será o líder de governo e haverá um rodízio no cargo “para que tenham essa experiência”. O prefeito relembrou algumas medidas já tomadas em seu governo, cuja explanação foi realizada em reunião realizada na semana passada em seu gabinete, e destacou que a transparência e o diálogo serão algumas marcas do seu governo.

O prefeito convidou a todos para a ação de sábado, o projeto Prefeitura com a Gente, quando toda a estrutura de governo é levada para um determinado ponto da cidade para que a população tenha acesso para apresentar suas demandas. No próximo sábado, pela manhã, o projeto estaciona no bairro Fátima, ao lado do Ginásio Municipal. Outra forma de a população ter contato com o prefeito é através do Gabinete da Gente. Todas as quartas pela manhã, a partir das 7h30min, Miki abre seu gabinete para receber cidadãos.

O maior problema atual da Prefeitura é a dívida com o Instituto de Previdência dos Servidores de Cachoeirinha (Iprec), cujos parcelamentos e parcelas não pagas já batem na casa dos R$ 100 milhões. Parcelamentos feitos no governo anterior não foram aceitos como corretos pelo Ministério da Saúde e repasses de financiamento da Caixa para a maior obra na cidade foi interrompido. No total, o investimento em calçadas, ciclovias e recapeamento da Frederico Ritter, no distrito industrial, chega a R$ 52 milhões.


Mais uma vez o comprometimento da receita da Prefeitura com a folha de pagamento foi comentado. A média, segundo Miki, vinha sendo de 60% e bateu em 80% nos meses de dezembro em janeiro – considerando o 13º salário e a parte patronal a ser paga para o Iprec. O secretário de Governança e Gestão, Juliano Paz, havia dito na semana passada que foi criada uma comissão para fazer uma análise sobre os gastos na tentativa de verificar a existência de alguns pontos que possam ser revistos para redução o comprometimento da receita. Horas extras já foram cortadas. A folha hoje tem quase 4 mil funcionários e consome perto de R$ 15 milhões. Miki ressaltou que problemas como esse e os demais precisam ser resolvidos com muito diálogo e destacou que conta com o apoio dos vereadores.

Artigos relacionados

error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.