Vereadores do governo criticam atuação de fiscais de trânsito
Parlamentares argumentam que a maior preocupação deveria ser com a orientação e educação
Cachoeirinha – O grande número de pardais instalados nas principais vias de Cachoeirinha bem como a atuação rigorosa dos fiscais de trânsito, que já fizeram a cidade ganhar fama na Região Metropolitana com a frase “visite Cachoeirinha e ganhe uma multa”, foram criticados por vereadores da base governista na Câmara. Na Sessão desta terça-feira (13), parlamentares argumentaram que o prefeito deveria se preocupar em definir uma estratégia na qual a atuação dos fiscais fosse mais voltada a orientação e educação de motoristas do que na aplicação de multas.
Brinaldo Mesquita elogiou o governo por ter decidido de fazer a renovação do contrato do radar móvel, muito usado na Frederico Ritter. O próprio vereador revelou que foi multado mais de uma vez nas proximidades do cemitério, o ponto principal onde os fiscais ficavam. “As pessoas tem que ser educadas e não multadas”, disse.
O vereador Zeca Knevitz lembrou de uma procissão de São Cristóvão, quando os fiscais de trânsito autuaram diversos motoristas. “Independente de partido, base ou não, quando estiver errado tem que falar. A fiscalização pega muito pesado. Eu mesmo tive caminhões multados em uma procissão de São Cristóvão. É quase que um roubo colocar um fiscal atrás de uma árvore escondido para arrecadar uma multa. A fiscalização tem que fazer um trabalho mais de correção. Isso vira uma indústria de multas”, disse.
Já o vereador Francisco Belarmino Dias Major contou que há poucos dias havia um fiscal na Granja Esperança “procurando” irregularidades para aplicar multas. “Tem situações que eu vi essa semana que estavam caçando piolho em cabeça de cavalo na Granja, dentro de bairro humilde, vendo se achava irregularidade.”
Na Ronda Crioula, no final de semana, outro caso chamou a atenção do parlamentar, que chamou um aplicativo para retornar para casa. O motorista havia estacionado em uma vaga que seria de táxis e foi alertado que se não saísse em três minutos seria multado e teria o carro guinchado. Major argumentou que a atuação deveria ser mais no sentido de educação, salvo naquelas em que não há alternativa a não ser a aplicação da multa.
Para o vereador Paulinho da Farmácia, os fiscais de trânsito deveriam passar por uma reciclagem. “Os azulzinhos tinham que fazer reciclagem. Tinham que orientar e não se esconder atrás de uma árvore, às vezes [para multar].” Nelson Martini revelou que nos últimos dois anos teriam sido arrecadados R$ 18 milhões em multas. Parte desse dinheiro, sugeriu, deveria ser utilizado em treinamento e outra em melhorias na mobilidade, com a realização de um amplo estudo.


