CACHOEIRINHA

Vai ter protesto e secretário quer debater sobre árvores na ciclovia

Previsão de serem arrancadas 28 árvores do canteiro central da avenida Flores da Cunha vem gerando polêmica

Cachoeirinha – A Associação de Preservação da Natureza e do Rio Gravataí (APN-VG) programou para sábado (10), às 15 horas, em frente à Caixa Econômica Federal, contra a retirada de 28 árvores do canteiro central da Avenida Flores da Cunha para a construção da ciclovia. A manifestação terá a participação de sindicatos, coletivo de artistas do município coletivo Sementes.

A entidade, conforme o coordenador do núcleo a APN-VG em Cachoeirinha, Marcelo Rest, que também é presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente, é contrário a retirada das árvores, mesmo que algumas espécies sejam consideradas exóticas. Das 28, 19 são exóticas e não é necessária nenhuma compensação. Já para a retirada das outras 9 será necessário o replantio de 135 mudas em outros pontos da cidade. A Flores da Cunha tem, no total, 49 árvores.

A obra da ciclovia segue em andamento. O vereador Francisco Belarmino Dias Major, que vinha respondendo pela secretária de Sustentabilidade, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, antes de deixar a pasta havia suspendido a supressão das árvores para conversar com o Condema. Ele acabou retornando para a Câmara e o assunto não evoluiu.


O novo secretário, Cláudio Pinheiro, que também está respondendo pela secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos, disse à reportagem que pretende conversar com todos os segmentos envolvidos e até que isso seja feito a obra continua, mas sem a retirada das árvores. A remoção tem licença ambiental com laudo assinado por profissional habilitado.

Segundo Pinheiro, não haverá uma audiência pública. As reuniões serão por setores, como Condema, ciclistas e Associação Comercial de Cachoeirinha, além de vereadores. A secretaria é responsável apenas pela questão ambiental. “Eu defendo o diálogo para encontrarmos a melhor solução. Temos que ver, por exemplo, se ciclistas conseguem passar em determinados trechos mesmo com as árvores no caminho”, exemplifica. O projeto original da ciclovia não previa a remoção de árvores.

Um ponto que chamou a atenção do secretário e que ainda não veio à tona é a enorme quantidade de postes de sinalização, iluminação pública e outros ao longo do trecho. “Isto também tem que ser discutido e com a secretaria de Segurança e Mobilidade”, afirma.

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