POLÍTICA

Oposição vê problemas na ciclovia, mas Câmara aprova 1,3 milhão

Projeto do Executivo pedindo a abertura de crédito na lei orçamentária foi o que mais gerou debates na Sessão desta terça

Cachoeirinha – A abertura de crédito no valor de R$ 1.350.000,00 na lei orçamentária para a continuidade da construção da ciclovia na avenida Flores da Cunha dominou os debates na Sessão desta terça-feira (20) da Câmara de Vereadores. A oposição elencou diversos problemas e supostas irregularidades, mas o projeto acabou sendo aprovado pelos 11 votos da base governista.

O vereador Marco Barbosa fez relatos de duas visitas na secretaria do Planejamento e Captação de Recursos para buscar informações e apesar da promessa de uma reunião para explicar o projeto ela não aconteceu. Conforme o parlamentar, além de ser mal feita, a obra apresenta irregularidades no aspecto legal. O projeto elaborado no ano passado ao custo de R$ 74 mil, afirmou, estaria sendo executado de forma diversa pela empresa contratada para a obra. Além disso, não haveria empenho, procedimento administrativo que reserva os recursos para o pagamento da empresa contratada. “Vamos dar sequência a esta denúncia grave”, disse.

O vereador Mano do Parque acrescentou que “conversando com pessoas que usam bicicleta, a maioria delas relatam a impossibilidade” de trafegar pelo traçado. “Temos árvores e postes e existe espaço pequeno e em certos momentos e não tem nem como passar a pé”. Ela ainda denunciou que os funcionários da empresa estão trabalhando sem EPIs e segurança.


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Outro oposicionista, David Almansa, seguiu na mesma linha. “Fizemos reunião virtual com ciclistas, cicloativistas da pauta da bike como forma de transporte sustentável, e se chegou a conclusão de que não é ciclovia”, salientou. Para ele, há muitos obstáculos e um ciclista pode acabar caindo na terceira pista dos carros. Para ele, deveria haver um guarda-corpo para proteger os ciclistas de acidentes. O parlamentar seguiu nas críticas comentando que a cidade deveria ter um plano cicloviário. Segundo ele, a prefeitura deveria interromper a obra e abrir um debate envolvendo a comunidade para definir melhor o traçado respeitando as regras do Código Brasileiro de Trânsito.

O líder do governo, Felisberto Xavier, saiu em defesa do projeto argumentando que ele está dentro da legalidade. Ele explicou que a obra está parada porque não houve pagamento e ele não foi realizado porque não há empenho que dependia da aprovação da matéria pelo Legislativo. “ …dizer de forma clara que existe contrato vigente e agora com a retomada será pago. No que diz respeito aos questionamentos, como deveria ser eu não [se feita a ciclovia] não vou entrar no mérito porque e o governo precisa decidir onde precisa fazer. O dever do vereador é o de fiscalizar”, pontuou.

Outro governista, Gilson Stuart, acrescentou que o contrato assinado no ano passado está em vigor e que empenho para pagamento pode ser feito no decorrer da execução sendo que o gasto pode ser coberto pela empresa. O parlamentar disse ainda que melhorias no projeto poderão ser executadas posteriormente, se for o caso. Um dos pontos questionados por oposicionistas é a segurança dos ciclistas no canteiro central da avenida e Gilson argumentou que em São Paulo, na avenida Brigadeiro Faria Lima, há uma ciclovia no canteiro central com os mesmos obstáculos encontrados em Cachoeirinha. “Se faz adequações e as pessoas se acostumam.”

No decorrer do debate, Barbosa revelou que no projeto estaria previsto um guarda-corpo, mas salientou que os detalhes sobre o material a ser usado e altura, entre outros, eram desconhecidos. Os oposicionistas destacam ao longo da discussão da matéria não serem contra a ciclovia, mas defendiam um análise mais aprofundada da proposta havendo um diálogo com os futuros usuários.

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