Progressistas abre processo de expulsão de filiado por apoiar Jussara Caçapava
Denúncia foi realizada por um filiado contra o segundo suplente de vereador, Marcelo Piton
Cachoeirinha – O Progressitas de Cachoeirinha abriu processo administrativo contra o segundo suplente de vereador do partido e diretor na secretaria de Governo, Marcelo Piton. A denúncia aponta que Piton, apesar de o PP ter candidato a prefeita na eleição suplementar de 12 de abril, está apoiando a candidatura da prefeita interina, Jussara Caçapava (Avante), e cometeu infração ética e infidelidade partidária. Além disso, o denunciante cita que ele estaria usando sua filha, portadora do Transtorno do Espectro Autista, na campanha eleitoral, assim como outros autistas.
Na defesa encaminhada ao diretório municipal, Piton pede o arquivamento imediato do processo e sustenta que há “flagrante parcialidade” na condução do caso. Segundo ele, o autor e duas testemunhas arroladas por ele, trabalham no gabinete da vereadora Claudine Silveira, configuraria conflito de interesses na condução do processo disciplinar
Entre os pontos levantados, o suplente questiona a legitimidade do despacho que recebeu a representação. De acordo com a defesa, o ato foi assinado por João Paulo Martins na condição de presidente municipal do partido, apesar de ele ter perdido o mandato de vice-prefeito após processo de impeachment e ter sido declarado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral. Para Piton, essa situação tornaria irregular o exercício de função partidária por parte do dirigente.
Outro ponto contestado é a acusação de desobediência a deliberações partidárias. Piton argumenta que divergências políticas e manifestações de opinião não podem ser tratadas como infração disciplinar grave. Ele sustenta que seu posicionamento político ocorreu diante de discordâncias sobre decisões internas do partido no cenário político municipal. E que ele não votou no processo de impeachment, pois os votos foram do primeiro suplente, Fernando Medeiros. “A petição que pede o processo de expulsão é um copia e cola de outra contra o primeiro suplente e demonstra a ânsia de atingir a minha moral”, afirma.
Piton também rebate a acusação de que teria utilizado a imagem de sua filha, identificada como pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em campanha política nas redes sociais. Na defesa, Piton afirma que as publicações tiveram caráter de conscientização e inclusão sobre o autismo e classificou a acusação como infundada e “capacitista”.
Ao final do documento, o suplente pede o reconhecimento da nulidade do processo, a declaração de parcialidade dos envolvidos e o arquivamento da representação por considerar que se trata de perseguição política dentro da sigla. O diretório municipal do Progressistas deverá analisar os argumentos apresentados antes de decidir sobre a continuidade ou não do processo disciplinar.
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