Medeiros diz que não tem nada contra João Paulo e apresenta sua defesa no PP
Suplente votou pela cassação do mandato do vice-prefeito, delegado João Paulo
Cachoeirinha – O suplente de vereador do Progressistas, Fernando Medeiros, que votou pela cassação do prefeito Cristian Wasem e do vice e presidente do seu partido, delegado João Paulo, apresentou defensa no processo aberto pela sigla contra ele. “Não tenho nada contra a pessoa do delegado. Pelo contrário, tenho o devido respeito. O conheci quando fomos secretários juntos no Governo Vicente. Sou Progressistas e defendo os valores do Estatuto. Apenas fiz a defesa perante a comissão da Executiva para esclarecer alguns pontos”, disse.
Medeiros argumenta na defesa que não tinha conhecimento do conteúdo dos dois processos de impeachment e nem tinha certeza se participaria ou não de alguma votação. Segundo ele, a Comissão Processante do impeachment 2, único votado, é que tinha a prerrogativa de “ confrontar os dados e atos, analisar a defesa, técnica e juridicamente, ouvir e inquirir testemunhas antes de redigi-lo. Então, apor ler o relatório completo, decidi segui-lo na íntegra”, destacou, salientando que seu voto não provocou a cassação do vice, pois seria necessário mais um contra, caso ele assim votasse.
Ele ainda argumentou que os veadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato. Desta forma, o partido não poderia exigir que ele seguisse alguma orientação. Medeiros salienta que não participou de reuniões do partido quando foi orientado o voto contra os impeachments.
O ponto principal da defesa é que o Estatuto do Progressistas define como órgão para receber um processo de sanção disciplinar é o Diretório Estadual e não o Municipal. Por isso, pede para que o processo seja arquivado. Caso o PP não o queira mais nos quadros, o suplente pede para que seja expedida carta de anuência para sua desfiliação.
Medeiros ainda aponta possível irregularidade no Diretório Municipal, que deveria ter 14 membros, sendo 11 titulares e 3 suplentes. A Executiva Municipal, conforme certidão do Tribunal Regional Eleitoral, teria apenas cinco membros, o que estaria em desacordo com o Estatuto. Na defesa, o suplente aproveita para citar que a vereadora Claudine recebeu 48,43% da verba para a campanha eleitoral, enquanto boa parte não recebeu nada. Teria havia um claro favorecimento a Claudine, esposa do então candidato a vice-prefeito e presidente do PP. O partido explicou que a destinação da verba maior para Claudine seguiu o que foi definido pela sigla. Clique aqui para ler a defesa na íntegra.




