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Gysa era voluntária em Cachoeirinha - Foto: Reprodução Facebook

Curto no celular: morre bombeira que se queimou em incêndio


Gysa teve praticamente todo o corpo queimado em um incêndio no dia 2 de abril em Gravataí


A bombeira voluntária e socorrista Gysa Martins, 37 anos, que se queimou após um incêndio provocado por um curto enquanto carregava seu celular sobre a cama, morreu por volta das 5 horas da madrugada desta quinta-feira (19). Ela sofreu queimaduras de terceiro grau em praticamente todo o corpo e em decorrência do fogo e fumaça também teve seu sistema respiratório muito comprometido.

Gysa estava internada no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS) desde o último dia 3 de abril. No dia anterior, por volta das 18 horas, seu marido, Ronaldo de Quadros, chegava no condomínio onde moravam na rua Vila Lobos, no bairro Barnabé, em Gravataí, quando percebeu as chamas.

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Ronaldo arrombou a porta e viu que o apartamento estava tomado por uma fumaça preta e Gysa estava gemendo na sala. Ele conseguiu retirá-la para a rua. Gysa recebeu os primeiros atendimentos no Hospital Dom João Becker e logo depois foi removida para o HPS tamanha a gravidade dos ferimentos. O irmão de Gysa, Cléber, disse para a reportagem, dois dias depois do incidente, que ela só não havia queimado os pés.

Gysa estaria dormindo e o celular sobre a cama conectado ao carregador. Ronaldo publicou em seu perfil no Facebook um alerta para que as pessoas jamais deixem seus celulares carregando durante à noite. Ele informou no post que o carregador entrou em curto e que estava próximo ao colchão.

Não há informações se o carregador utilizado era um original da marca do telefone ou um genérico. Pela internet não e difícil encontrar diversos alertas sobre os carregadores genéricos. Segundo especialistas, eles não possuem dispositivos de segurança que impeçam o superaquecimento e até mesmo um curto-circuito.

Gysa atuava no Grupo Bombeiro Voluntário CBV de Eldorado do Sul e no Grupo de Resgate e Apoio Voluntário de Emergência (GRAVE) de Cachoeirinha. Ela também era bombeira voluntária no Corpo de Bombeiros de Cachoeirinha.

A família, que é de Uruguaiana, ainda não divulgou informações sobre o horário e local dos atos fúnebres. Em sua rede social, Ronaldo publicou agora há pouco uma despedida para sua esposa: “Luto para ela era um verbo, Para mim uma dor eterna!”

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