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Mulher morre eletrocutada pelo celular

Mais um acidente envolvendo o celular foi registrado nesta terça-feira (3) no Rio Grande do Sul. Luthiani Moura, 30 anos, morreu na hora com a descarga elétrica. Segundo informações da Delegacia de Polícia da cidade, ela estava tomando banho e ao sair do chuveiro, ainda com as mãos molhadas, tocou no celular.

O aparelho estava carregando em uma extensão e ela foi eletrocutada. Luthiani era funcionária da EMEI Florinda Caetano Braga, que não abriu nesta quarta-feira (4). O caso aconteceu um dia depois de a bombeira voluntária Gysa Martins, 37 anos, ter 90% do seu corpo queimado após um incêndio no seu apartamento, em Gravataí, provocado por um curto-circuito no carregador. O celular estava sobre a cama, onde ela dormia.

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O maior problema dos carregadores celulares está nos genéricos comercializados em camelôs e até em lojas. Eles chegam a custar até cinco vezes menos do que um original e são perigosos, conforme especialistas informam em diversos sites especializados.

O site Olhar Digital, por exemplo, publicou uma matéria onde o professor de engenharia da computação do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo, João Carlos Lopes explica os riscos. Segundo ele, esses aparelhos fora das especificações técnicas dos fabricantes dos celulares podem superaquecer, explodir, pegar fogo e provocar choques, muitos fatais.

O choque, explicou o professor para o site, ocorre quando a corrente elétrica passa pelo corpo. O problema não é a tensão, se 110V ou 220V e sim a corrente liberada pelos dispositivos. A corrente elétrica varia entre 150 e 300 miliamperes. Entre 50 e 70, a pessoa já sente um formigamento nos músculos e acima disso já passar a ser muito perigoso e até provocar a morte.

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Tecnicamente, a principal diferença entre os carregadores originais e os genéricos é que nestes dispositivos mais baratos faltam sistemas de segurança para prevenir possíveis curtos-circuitos. “O mais comum é a utilização de um fusível, que queima em caso de sobre carga ou superaquecimento”.

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