Stédile desiste da candidatura por não ver preocupação de partidos com a cidade
Para o ex-prefeito, não há um projeto para a cidade e cada partido está preocupado com seus interesses
Cachoeirinha – O ex-prefeito e ex-deputado federal, atual presidente da Fase, José Stédile, desistiu de concorrer a prefeito na eleição suplementar marcada para o próximo dia 12 de abril. Na convenção do PSB do final de semana, foi aprovada a formação da chapa com a advogada Letícia Gomes. O motivo da desistência está ligado a falta de unidade de outros partidos na busca de um projeto para Cachoeirinha.
“Nunca fui uma pretensão pessoal, inclusive, porque não faz parte do meu estilo. O que eu e outras lideranças políticas partidárias e o meu partido pensávamos era em um projeto para Cachoeirinha. O projeto era ter os melhores quadros da cidade em cada secretaria, pensar o desenvolvimento econômico”, argumenta.
Stédile lembra que quando foi prefeito em duas oportunidades, elegendo Vicente Pires como seu sucessor, a cidade atingiu os melhores índices econômicos da história. “Nós estávamos entre os 10 municípios com maior PIB do Rio Grande do Sul. Tínhamos um crescimento acima dos outros municípios. Então, era uma política que deu certo. Podem gostar ou não gostar de mim, mas foi o que aconteceu”, destaca.
O financiamento de US$ 10 milhões junto ao Fonplata para obras estruturais foi lembrado como sendo de um projeto pensado para fazer Cachoeirinha crescer. “Veja o crescimento que a cidade teve em função dos investimentos, principalmente com a duplicação da Frederico Ritter. A obra na Papa João XXIII também ajudou a crescer a arrecadação do município. Tudo isso deu certo porque pensamos a cidade”, frisa.
No momento atual de Cachoeirinha, conforme Stédile, os interesses passam a ser mais pessoais e dos partidos. “O que deu certo foi pensar a cidade e não pensar em quem é o candidato, qual é o partido, em derrubar esse ou aquele.”
Ganhar a eleição sem uma coligação ampla, conforme o ex-prefeito, é algo impossível. “Nós tentamos. Tinha o PT, tinha outros partidos menores, tinha o MDB, o PP, mas cada um se preocupou em lançar os seus candidatos. Inclusive o MDB saiu da possibilidade de uma coligação porque o governo ganhou a convenção”, salienta.
Sem a possibilidade de uma aliança ampla, o PSB decidiu ficar de fora da disputa. “Não sendo possível, não vou ser o quarto partido de oposição ao governo. Lamentamos porque havia uma esperança. Recebi muitas ligações de pessoas importantes de fora da política que viu em mim a possibilidade de tirar Cachoeirinha das páginas policiais, mas não deu certo. Bola para frente”, lamenta. O PSB não vai apoiar nenhum candidato. O prazo para o registro das candidaturas termina nesta quarta-feira (25).




