Relatório do impeachment 1 contra Cristian e João Paulo será apresentado na segunda
Comissão Processante vai se reunir para a leitura do relatório e votação se prossegue ou não a investigação
Cachoeirinha – O relatório do primeiro processo de impeachment contra o prefeito Cristian Wasem e seu vice, delegado João Paulo, será apresentado na próxima segunda-feira (10), às 13h30min, pela Comissão Processante na Câmara de Vereadores. A leitura e votação terá transmissão ao vivo pela TV Câmara. A Comissão tem como presidente o vereador Zeca Transportes e Mano do Parque como relator. Ela se completa com Gilson Stuart como membro.
A primeira denúncia apresentada pelo suplente de vereador, Almeida Xereta, tem como base a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita na Justiça Eleitoral em ação movida pelo ex-candidato a prefeito, David Almansa. O Ministério Público já deu parecer nesta ação pela improcedência, ou seja, não encontrou nenhuma irregularidade.
A decisão da Comissão Processante não leva em conta o que vem sendo discutido na Justiça Eleitoral. A Comissão poderá rejeitar a denúncia contra Cristian ou João Paulo e ainda contra os dois ou aprovar somente contra um deles. No caso de o relatório acatar a denúncia, a investigação segue para a fase de instrução com prazo máximo de 90 dias para conclusão.
No caso de o relatório rejeitar a denúncia contra o prefeito ou vice, ou ambos, o Plenário precisará ser ouvido e isso ocorrerá na Sessão Ordinária no dia seguinte, terça-feira (11). Se relatório apontar procedência contra ambos, a investigação continua para apurar as possíveis infrações político-administrativas, sem a necessidade de nova votação no Plenário.
Todas os pontos da denúncia aceita pela Câmara, e que deu origem ao processo de cassação, foram fatos da gestão passada de Cristian Wasem. Entre os principais, conforme o denunciante, estão a distribuição de 14 mil pares de tênis a poucos dias da eleição, uso de páginas e redes sociais financiadas pela prefeitura para atacar adversários e enaltecer a própria gestão, repasses de R$ 2,75 milhões a uma servidora ligada à base política do prefeito durante as enchentes e postagens no perfil oficial da prefeitura atacando partidos e candidatos da oposição. Para o MP, na AIJE, nenhum dos fatos apresentam aspectos de irregularidades.





