Prefeitura de Cachoeirinha tem vaga para cozinheira e salário é de R$ 1,7 mil
Primeiro processo seletivo não teve aprovados suficientes para preencher as vagas; inscrições começam nesta quinta-feira (15)
Cachoeirinha – A Prefeitura de Cachoeirinha abriu um novo processo seletivo simplificado para contratar cozinheiras para o Acolhimento Institucional Municipal Amarelinha (AIMA), unidade que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A medida foi tomada porque a seleção anterior, realizada no início de outubro, não teve candidatos aprovados em número suficiente para preencher as vagas, conforme divulgado pela Prefeitura. O Edital nº 116/2026 foi publicado na segunda edição extra do Diário Oficial do Município de quarta-feira (14).
O novo edital prevê a contratação imediata de uma cozinheira, além da formação de cadastro reserva. No quadro de vagas, entretanto, consta a possibilidade de contratação de até duas profissionais. O salário é de R$ 1.758,60 para uma jornada de 40 horas semanais, com exigência de trabalho aos sábados e domingos. As contratadas também terão direito a auxílio-alimentação e auxílio-transporte.
As inscrições serão realizadas exclusivamente nesta quinta-feira (15) e sexta-feira (16), pelo site cachoeirinha.atende.net, na área Concursos, Processo Seletivo, Processo Seletivo 2026, AIMA. A escolaridade mínima exigida é Ensino Fundamental incompleto, e a seleção será feita por análise de títulos e experiência profissional.
O contrato terá duração inicial de seis meses, podendo ser prorrogado por igual período. A classificação considerará a escolaridade e o tempo de experiência comprovada na função. O Ensino Fundamental completo acrescenta um ponto, enquanto a experiência profissional poderá representar até quatro pontos.
Segunda tentativa de contratação
A nova seleção ocorre apenas duas semanas depois de a Prefeitura abrir o Edital nº 104/2026, publicado em 30 de setembro, para contratar 11 profissionais destinados à reestruturação do Amarelinha. Na ocasião, foram oferecidas seis vagas para orientador social, duas para educador social, uma para psicólogo e duas para cozinheira.
A contratação emergencial foi autorizada pela Câmara de Vereadores na Sessão de 29 de setembro, por meio de projeto encaminhado pela prefeita Jussara Caçapava. A proposta resultou na Lei Municipal nº 5.599, de 30 de setembro de 2026, que permite contratações temporárias para atender às necessidades do serviço durante o período de emergência administrativa.
O novo edital informa expressamente que a abertura de outra seleção para cozinheiras foi necessária porque o processo anterior não teve quantidade suficiente de candidatos aprovados. O documento não esclarece quantas candidatas participaram da primeira seleção, quantas foram aprovadas ou se alguma contratação já foi efetivada.
Problemas levaram à intervenção
A necessidade de reforçar o quadro de profissionais está relacionada à intervenção administrativa decretada pela Prefeitura em 11 de setembro, após um relatório apontar problemas no funcionamento do Amarelinha. O Decreto nº 9.006 estabeleceu situação de emergência por 180 dias e determinou a adoção de medidas para garantir a segurança e o atendimento adequado às crianças e adolescentes acolhidos.
O relatório que fundamentou a intervenção registrou relatos de possíveis agressões físicas e verbais, comportamentos de natureza sexual, insuficiência de supervisão, fragilidades nos cuidados com crianças e bebês, além de problemas relacionados à alimentação, higiene, segurança, estrutura física e número de profissionais.
Entre as providências determinadas estavam a recomposição imediata das equipes, revisão das escalas de trabalho, garantia de alimentação adequada, fornecimento de produtos de higiene, medicamentos, fraldas e outros insumos necessários ao atendimento dos acolhidos.
Na época, o assessor especial do Gabinete da Prefeita, Cláudio Ávila, informou que o Amarelinha atendia entre 14 e 16 crianças e adolescentes, incluindo bebês, e que a administração municipal estava promovendo uma reformulação do sistema de acolhimento.
A intervenção também resultou na transferência da coordenação administrativa extraordinária do AIMA para a Secretaria-Geral de Governo, embora a unidade permaneça vinculada à Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social. Uma servidora foi afastada preventivamente por 60 dias no âmbito de um Processo Administrativo Disciplinar.
Cargo de direção também foi criado
Outra medida adotada pela Prefeitura foi a criação do cargo em comissão de diretor de Proteção Social de Alta Complexidade, com remuneração de R$ 8.399,03. A função, aprovada pela Câmara em setembro, tem entre suas atribuições coordenar as atividades administrativas, técnicas e operacionais do Amarelinha, supervisionar o cumprimento dos protocolos de atendimento e acompanhar as condições de alimentação, higiene e segurança.
Para compensar os custos do novo cargo, o Executivo extinguiu cinco vagas de estágio, que representavam uma despesa estimada de R$ 11 mil.
Com a abertura da segunda seleção para cozinheiras, a Prefeitura busca completar o quadro previsto na reestruturação emergencial do Amarelinha. A insuficiência de profissionais foi um dos problemas apontados no relatório que motivou a intervenção, e a recomposição das equipes está entre as principais medidas determinadas pelo decreto de emergência.

