POLÍTICA

PP de João Paulo pode pedir cargo de vereador e expulsar suplente

Vereador e suplente votaram pela cassação do vice-prefeito, delegado João Paulo; todos são do mesmo partido

Cachoeirinha – A Comissão Executiva Municipal do Partido Progressistas (PP) de Cachoeirinha recebeu e deu encaminhamento a uma representação para instauração de Processo Administrativo Disciplinar contra o filiado Fernando Medeiros, suplente de vereador, por suposta violação aos deveres estatutários e às diretrizes partidárias.

A representação foi apresentada por filiado, com fundamento no Estatuto do Partido Progressistas e na Lei nº 9.096/95, e está instruída com atas partidárias, registros oficiais da Câmara Municipal e demais documentos que apontam o descumprimento consciente de orientação política formalmente deliberada pelos órgãos partidários competentes.

De acordo com o documento, durante o processo político-administrativo que culminou na cassação do vice-prefeito, delegado João Paulo Martins, então presidente municipal do Progressistas, a Comissão Executiva Municipal deliberou, por unanimidade, em reuniões realizadas nos dias 21 e 30 de outubro de 2025, orientação expressa para que todos os parlamentares filiados votassem contra o impeachment e eventual cassação. As decisões constam nas Atas Extraordinárias nº 01/2025 e nº 11/2025.

Ainda conforme a representação, Medeiros, que assumiu temporariamente o mandato de vereador naquele período tendo em vista o impedimento da vereadora Claudine Silveira, esposa de João Paulo, tinha ciência da orientação partidária, tendo participado das reuniões e sido reiteradamente advertido quanto à obrigatoriedade de observância da decisão interna.


Apesar disso, na sessão de julgamento realizada em 2 de janeiro de 2026, ele votou favoravelmente à cassação do vice-prefeito, conduta que, segundo o Estatuto do Progressistas, pode caracterizar ato de indisciplina e infidelidade partidária.

O documento sustenta que a conduta produziu prejuízo político concreto à legenda, uma vez que, caso a orientação partidária tivesse sido observada, o Partido Progressistas poderia ter assumido a prefeitura em vez da então presidente da Câmara, Jussara Caçapava.

O voto contrário de Medeiros não evitaria a cassação, pois seria necessário o voto de outro vereador do partido, Tiago Eli. Caso os dois tivessem seguido a orientação do partido, João Paulo não teria sido cassado, já que ele conseguiria os seis votos necessários. No final, teve apenas os votos de Gustavo Almansa, Leonardo da Costa, Cléo do Onze e Uilson Droppa.

O caso de Tiago Eli está sendo analisado. O parlamentar poderá perder o cargo por infedelidade partidária. Caso ele perca e Medeiros seja expulso, quem assume a vaga de vereador é Marcelo Piton. Ele também apoia Jussara Caçapava e é diretor na secretaria de Governo.

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