POLÍTICA

Polêmica e ameaça marcam aprovação de novos advogados para a Prefeitura

Vereador exigiu cumprimento do Regimento Interno e depois de discutir o projeto foi ameaçado de ir parar na Comissão de Ética

Cachoeirinha – Uma polêmica marcou na noite desta terça-feira (10) a Sessão da Câmara de Vereadores que aprovou a contratação de novos advogados para a Prefeitura de Cachoeirinha. O projeto, que teve uma mensagem retificativa reduzindo de onze para seis o número de contratações, entrou na Ordem do Dia para discussão e votação por acordo de lideranças.

O vereador Leonardo da Costa levantou uma questão de ordem argumentando que o Regimento Interno do Legislativo estabelece que acordo de líderes exige a assinatura de seis lideranças, já que a Câmara tem nove bancada. Segundo ele, a maioria absoluta não são cinco assinaturas que, nesse caso, seria a maioria simples.

O presidente da Câmara, Gilson Stuart, suspendeu a Sessão para analisar o caso com a Procuradoria da Casa e no retorno comunicou que submeteria ao Plenário se o projeto poderia ou não ser votado. A base governista aprovou e a oposição, formada por Leonardo, Gustavo Almansa, Cléo do Onze, Uilson Droppa e Claudine, foram contra.

Na discussão da matéria, na Tribuna, Leonardo tentou fazer uma contextualização para falar sobre a contratação, mas foi impedido. Ele chegou a questionar a contratação na véspera da eleição suplementar, o que poderia ser ilegal.


O vereador Edison Cordeiro e o presidente da Câmara disseram a Leonardo que ele deveria discutir o projeto e não poderia falar sobre outros assuntos. O parlamentar, contudo, conseguiu avançar.

Segundo ele, a prefeita interina, Jussara Caçapava, e muitos vereadores, criticavam o governo passado por imposições e agora estariam aceitando. Ele pediu o voto contrário de todos sob o argumento de que o Regimento Interno da Câmara precisa ser respeitado.

O Líder de Governo, Mano do Parque, também foi à Tribuna e ameaçou Leonardo. “Eu fico chateado com o vereador Leonardo porque ele pegou o costume de ofender esse Plenário. Eu vou dizer para o vereador Leonardo que nós temos uma Comissão de Ética. Daqui a pouquinho o senhor vai ter que ir lá dar umas explicações para a gente”.

Sobre o projeto, Mano argumentou que o governo passado retirou advogados das secretarias para centralizar o trabalho e isso, hoje, está causado dificuldades para os novos secretários e atrasando o andamento de projetos necessários para a população. Além disso, o parlamentar salientou que há cargos vagos para a contratação temporária até que seja realizado concurso público.

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