Outro vereador que foi secretário é investigado na Operação Proximidade
Ministério Público fez aditamento na denúncia que tramita na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS
Cachoeirinha – O vereador Brinaldo Mesquita, que foi secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos por dois anos e meio, passou a integrar a denúncia do Ministério Público que tramita na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS em processo relativo a possíveis irregularidades no contrato da prefeitura com a empresa SKM. Ela era a responsável pelos serviços de varrição e capina de ruas e praças, entre outros.
Na Operação Proximidade, se investiga a ocorrência de crimes de corrupção ativa e passiva, responsabilidade, desvio de verbas públicas, dispensa indevida de licitação, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As evidências são de que tenha ocorrido desvio milionário de renda pública, estimado, aproximadamente, em 45% dos valores contratados para arcar com os serviços de limpeza urbana, conservação e manutenção de próprios e logradouros públicos e terceirização de serviços a partir do ano de 2017.
Neste processo, o prefeito Miki Breier integra o rol de denunciados ao lado do vereador Gilson Stuart, que foi secretário de Governança e Gestão antes de ser eleito para uma vaga no Legislativo. O Ministério Público fez um aditamento na denúncia na semana passada e uma decisão já foi tomada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, mas não é divulgada.
A reportagem entrou em contato com as assessorias de imprensa do TJ/RS e da Procuradoria dos Prefeitos, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. O processo tramita em segredo de justiça.
Conforme o apurado pela reportagem, o aditamento da denúncia, além da inclusão do vereador Brinaldo, foi apresentado um cálculo do montante do prejuízo que a contratação da SKM teria causado aos cofres públicos. Ele chegaria a R$ 27,9 milhões.
O que diz Brinaldo
Ouvido como testemunha durante a fase inicial da investigação, Brinaldo já recebeu um comunicado da Justiça para prestar os esclarecimentos que julgar necessários para provar o seu não envolvimento em possível esquema de desvio de dinheiro público. A secretaria que ocupou era a responsável pela gestão do contrato com a SKM.
“É natural que eu tenha que prestar os esclarecimentos porque estive na secretaria por dois anos e meio. Estou com a consciência tranquila. Não fiz nada de errado e quem duvida é só ver os meus bens. A minha vida está à disposição para investigarem o que quiserem. Eu sou inocente e se alguém fez algo errado vai ter que pagar”, salienta.


