POLÍTICA

“Não vamos ser continuação do Governo Cristian”, diz Claudine ao lançar campanha

Ato aconteceu no início da noite desta quarta-feira (4) na sede do 11 Unidos reunindo lideranças políticas de Cachoeirinha e Canoas

Cachoeirinha – A candidata a prefeitura pelo Progressistas, Claudine Silveira, ao lado do seu vice, Marco Albernaz, do mesmo partido, afirmou nesta quarta-feira (4) que caso seja eleita não vai fazer um governo de continuidade ao do prefeito cassado Cristian Wasem. Ela fez a afirmação no ato de lançamento da campanha realizado na sede do 11 Unidos no início da noite.

“Nós temos o apoio do do Christian e do delegado João Paulo, mas não é uma continuação. Nós temos propostas muito concretas para os vulneráveis, trabalho com idosos, com as mulheres … defendo muito a segurança dos idosos, crianças …”, disse. Claudine, sem citar explicitamente que a cassação dos mandatos do prefeito e vice, foi um golpe, ressaltou que batalha “por uma democracia real, uma democracia de respeito ao voto, ao que a urna decidir”.

O vice de Claudine, Marco Albernaz, que é pastor e membro da Comunidade Evangélica Videira, é um nome novo no cenário político e disse estar preparado. “Estou entrando agora, mas eu me sinto pronto e preparado para enfrentar os desafios. A gente sabe que não é fácil a caminhada. São apenas 40 dias, mas é uma caminhada longa a ser percorrida, mas eu acredito que no final nós vamos chegar na vitória”.

Cristian e a ex-primeira-dama, Fabi Medeiros, agora filiados ao União Brasil, estavam com uma camiseta com a inscrição “O golpe está aí, cai quem quer”. O vice-prefeito de Canoas, Rodrigo Busato, também do União Brasil, veio trazer apoio à candidatura de Claudine. O deputado estadual Joel Leandro Wilhelm (PP), também compareceu, assim como o prefeito de Sapucaia do Sul, Volmir Rodrigues (PP).


O ex-prefeito seguiu a linha de que ele e João Paulo foram vítimas de um golpe. Segundo ele, a política em Cachoeirinha é dominada por um sistema, um mecanismo, em função de poder e cargos. Quando alguém desafia, vira alvo.

“Tu se torna uma ameaça. Porque a política, gente, a política te seduz. Ela te pressiona muitas vezes. E se tu não ceder … tu pode ser perseguido, tu vai ser isolado, tu vai começar a trabalhar com todo mundo, a incomodar muita gente, a mexer onde não deve e aí pode até acontecer de uma cassação. E foi o que aconteceu”, disse.

Cristian, ao lado de João Paulo, revelou que a denúncia do grupo que liderou o impeachment, que teria havido um ato atentatório à Câmara quando ele demitiu indicados de vereadores que aceitaram a denúncia da cassação, já caiu. Segundo ele, não houve ato atentatório. “Agora vamos para a pedalada fiscal”. Cristian foi acusado de não pagar o instituto de previdência municipal gerando despesas extras para a Prefeitura.

Ele seguiu o discurso fazendo um balanço das obras, como o maior projeto de pavimentação de ruas da história com os R$ 80 milhões de empréstimo do Finisa junto à Caixa. Contou que ele e João Paulo pegaram uma Prefeitura quebrada e conseguiram resolver os problemas para fazer a entrega de muitas obras.

*colaborou, Rodrigo Alves

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