Justiça também manda parar o outro processo de cassação de Cristian
Comissão Processante desrespeitou decisão dela mesma e marcou datas para testemunhas serem ouvidas
Cachoeirinha – O juíz da 2ª Vara Cível, Cássio Benvenutti de Castro, concedeu liminar às 16h06min desta quarta-feira (26) determinando a suspensão dos trabalhos da Comissão Processante do primeiro processo de cassação do prefeito Cristian Wasem por possíveis infrações político-administrativas. Neste processo, o vice, delegado João Paulo, também havia sido denunciando, mas houve arquivamento porque ele não participou de nenhum ato na condição de prefeito interino.
A liminar pedida pelos advogados do prefeito foi concedida porque a Comissão desrespeitou deliberação da última reunião e marcou para quinta e sexta a tomada de depoimento das testemunhas. Elas só poderão ser ouvidas depois que os advogados tiveram acesso às cópias do processo do TCE sobre as telas interativas e da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) da Justiça Eleitoral que pedia a cassação dos mandatos do prefeito e vice. Nesta ação, Cristian e João Paulo foram considerados inocentes por não terem cometido nenhum abuso político e econômico durante a campanha eleitoral.
Segundo a decisão do magistrado, a Câmara de Vereadores publicou no Diário Oficial desta quarta, um despacho dando prosseguimento aos trabalhos da Comissão Processante, contrariando o que ela mesma havia decidido.
“Ante o exposto, nos termos dos arts. 7º, III da Lei 12.016/2009 e 300 do CPC, defiro o pedido liminar e determino a suspensão processo de cassação nº 9093/2025, bem como o cancelamento das audiências designadas para os dias 27/11/2025 e 28/11/2025 e atos subsequentes, até ser oportunizado prazo razoável ao impetrante para análise da documentação oriunda do TCE e da Justiça Eleitoral acostados ao expediente”, decidiu.
Na decisão, o magistrado não definiu o que é “prazo razoável”. Ele determinou que a presidente da Câmara, Jussara Caçapava, e o presidente da Comissão, Zeca Transportes, prestem esclarecimentos sobre o ocorrido no prazo de dez dias.
A outra Comissão Processante, que analisa o pedido de impeachment 2, também teve os trabalhos suspensos pela Justiça. A Comissão não permitiu que a defesa de João Paulo arrolasse 31 testemunhas e a Justiça entendeu que ele pode fazer isso. Para saber os detalhes, clique aqui.





