Esposa que mandou matar advogado de Gravataí é condenada
Cândida Janaina da Conceição Ribeiro e outro acusado, Lucio Munhoz da Silva, podem recorrer em liberdade
A Justiça de Santa Catarina condenou a esposa do advogado criminalista de Gravataí, Carlos Eduardo Martins de Lima, de 35 anos, a 16 anos de prisão por ser a mandante do assassinato ocorrido em 2 de março de 2022 em Florianópolis. No julgamento da última terça-feira (9) também foi condenado outro acusado de participação no crime, Lúcio Munhoz da Silva. A pena também é de 16 anos. Ambos poderão recorrer em liberdade.
Outro acusado foi absolvido. No total, seis pessoas foram julgadas ocorrendo três condenações. O primeiro a ser condenado, em julgamento na semana passada, foi Alan Voltz Machado Batista. Ele confessou o crime e não poderá recorrer em liberdade. Os condenados ainda responderam por roubo, pois levaram o tênis que o advogado usava, uma corrente e uma pulseira de ouro e o celular. Os objetos, avaliados em R$ 19 mil, foram vendidos no centro de Florianópolis. Os réus ainda utilizaram o cartão dele para fazer compras.
O advogado de Gravataí foi morto durante suas férias. Ele costumava ostentar uma vida de luxo mostrando em redes sociais maços de dinheiro, joias e seu carro, um BMW. Hospedado em uma pousada na Lagoa da Conceição ele foi atraído para a morte. No local, estavam cinco conhecidos e a esposa.
A cocaína acabou e o advogado foi incentivado a buscar mais. No trajeto até o ponto de venda de drogas no Rio Vermelho, ele foi espancado e agredido com um garfo, uma faca e até um moedor de carne. Sua esposa, conforme o processo, teria planejado o crime. O motivo apontado por ela foi a violência doméstica da qual era vítima.

Esposa chegou a ser presa no curso da investigação – Foto: Divulgação
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