POLÍCIA

Advogado criminalista de Gravataí foi espancado até a morte

Médico legista que examinou o corpo aponta politraumatismo como causa da morte

Florianópolis – O advogado criminalista de Gravataí, Carlos Eduardo Martins Lima, 31 anos, encontrado morto na manhã de quarta-feira (2) em Florianópolis, veio à óbito em decorrência de um politraumatismo. A avaliação preliminar do médico legista que esteve no local para o trabalho de perícia constatou que Carlos Eduardo sofreu “múltiplos ferimentos com objeto perfurante”.

O politraumatismo é caracterizado por diversas lesões que atingem mais de um sistema do corpo levando à morte. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios, Ênio de Oliveira Mattos, que aguarda o laudo pericial detalhado, as lesões não teriam sido provocadas por uma faca. As agressões ocorreram, principalmente, na cabeça e abdômen.

As características indicam que o advogado foi espancado até a morte. Imagens que a reportagem teve acesso mostram o rosto com uma lesão em forma de L no lado do olho esquerdo, com um corte, como se tivesse levado uma pancada com o cabo de uma arma. No lado esquerdo da boca há uma perfuração profunda. O olho direito estava inchado. Na cabeça, há um ferimento grave por onde ele perdeu muito sangue no local onde o corpo do encontrado. O objeto que perfurou a pele na região da cabeça também foi utilizado em agressões no abdômen.


Carlos Eduardo – Foto: Álbum Pessoal

O corpo do advogado foi encontrado em uma servidão no bairro Rio Vermelho, no Norte da ilha de Santa Catarina, por moradores das proximidades. No início da tarde, foi localizado, também por populares, o carro da vítima, uma BMW de cor branca, de portas abertas e sem as chaves. O veículo estava abandonado em uma região de mata próximo ao terminal lacustre do Rio Vermelho, ponto de chegada e saída de barcos para a Costa da Lagoa. O veículo estava com as portas abertas e sem chave. O telefone celular e documentos não foram encontrados.

Carlos Eduardo tinha passado as férias em Florianópolis e retornou para o Carnaval. Lá, frequentava pontos badalados. Em seu perfil no Instagram, ele havia divulgado dois vídeos no mês passado relatando que vinha sendo perseguido pelas forças policiais do Rio Grande do Sul. Havia contra ele acusação de posse de 15 buchinhas de cocaína e também uma denúncia de descumprimento de medida protetiva. A Homicídios de Florianópolis, em análise preliminar, não considera estes problemas como uma motivação para o crime. O advogado tinha endereço em Gravataí e era natural de Bagé. Familiares estão na capital catarinense fazendo os trâmites legais para providenciar o enterro.

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