Um dos acusados de matar advogado de Gravataí em SC é condenado
Gravataiense, que seria integrante da facção Bala na Cara, pegou 18 anos de prisão em regime fechado
Um dos seis acusados da morte do advogado de Gravataí, Carlos Eduardo Lima, de 35 anos, em 2 de março de 2022 em Florianópolis, foi condenado na última terça-feira (2) a 18 anos de prisão. O julgamento durou pouco mais de 14 horas e o Tribunal do Juri da comarca da capital catarinense considerou Alan Voltz Machado Batista, 27 anos, natural de Gravataí, culpado. Outros dois acusados foram absolvidos. Na próxima terça-feira (9) vão a julgamento outros três envolvidos, entre eles a companheira do advogado, a cabeleireira Cândida Janaina da Conceição Ribeiro. Ela é apontada como mandante do crime e o motivo seria a violência doméstica que sofria.
Entre os denunciados, dois já foram defendidos por Carlos Eduardo, que atuava em causas criminais tendo entre clientes pessoas que atuam no crime organizado. Alan, em depoimento, contou que faz parte a facção Bala na Cara e confessou ter participado do crime.
O advogado de Gravataí costumava ostentar nas redes sociais mostrando maços de dinheiro e muito luxo. Era conhecido como “showman”. Ele passava férias em Florianópolis em uma pousada na Lagoa da Conceição. No dia do crime, estava no apartamento com os supostos amigos e teria consumido cocaína.
O crime, conforme a investigação, já tinha sido planejado. Quando a droga terminou, ele foi incentivado a buscar mais e quatro dos acusados foram juntos até o bairro Rio Vermelho. No trajeto, começou a ser agredido. Ele foi espancado e esfaqueado. Os acusados usaram, além de uma faca, um garfo e um moedor de carne.
Ferido, o advogado foi jogado dentro do porta-malas do seu carro, um BMW, e alguns metros depois, já que se debatia muito, foi trazido para dentro do veículo e foi novamente agredido. Já desacordado, seu corpo foi jogado em uma rua sem saída no bairro Rio Vermelho. Os acusados retornaram para a pousada e receberam da companheira de Carlos Eduardo roupas limpas, do advogado, e foram orientados a limpar o sangue no veículo, que depois foi abandonado.

Conforme o processo, quatro acusados das agressões, também praticaram o crime de roubo, pois levaram o tênis que o advogado usava, uma corrente e uma pulseira de ouro e o celular. Os objetos, avaliados em R$ 19 mil, foram vendidos no centro de Florianópolis. Os réus ainda utilizaram o cartão do advogado para fazer compras.
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