Advogado de Gravataí foi atraído por cocaína e espancado
Delegacia de Homicídios de Florianópolis já efetuou uma prisão e investiga envolvimento de outras oito pessoas
O advogado criminalista de Gravataí, Carlos Eduardo Martins Lima, 31 anos, encontrado morto na última quarta-feira (2) em uma servidão no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, foi atraído para uma emboscada e espancado. O advogado teria sido atraído para uma residência em uma negociação de compra de cocaína e no local foi vítima de diversas agressões.
A reportagem do ND Mais, de Santa Catarina, revelou dois áudios em que uma pessoa pede para outra verificar qual era o limite de gasto diário de um cartão black. No segundo áudio, ela comenta que não voltaria para a cadeia e se esconderia em Pelotas.
Carlos Eduardo era polêmico e ostentava em redes sociais. Se denominava “showman” e mostrava maços de dinheiro obtidos ao liderar presos de flagrantes.
Nos últimos dias vinha afirmando em suas redes sociais que estava sendo perseguido pelas forças policiais do Rio Grande do Sul e que até teriam colocado cocaína dentro do seu carro para forjar um delito. Ele ainda estava envolvido em um caso de descumprimento de medida protetiva em denúncia feita pela sua namorada.
Em diversos vídeos, o advogado, com correntes e relógio de ouro, ostentava sua situação financeira. Dizia que era milionário e chamava sua BMW de nave. No caso em que a polícia teria colocado cocaína no seu carro, ela afirmava em um vídeo que não precisaria vender 15 buchinhas da droga porque tinha muito dinheiro e até um cartão black. O cartão é concedido a pessoas com alta renda ou aplicações permitindo saques diários em valores bem elevados.
A Delegacia de Homicídios de Florianópolis descartou que a morte tenha relação com as atividades profissionais do advogado ou com as denúncias de ser perseguido pela polícia do RS. A principal linha de investigação aponta que Carlos Eduardo tenha sido vítima de sua ostentação.
As circunstâncias do espancamento e morte ainda estão sendo apuradas. O único preso até a última sexta-feira (4) estaria trabalhando como segurança dele. Carlos Eduardo foi atraído para uma residência no Rio Vermelho na madrugada de quarta-feira. Um vídeo de uma câmera de segurança no bairro, de posse da Polícia, mostra o carro passando às 2h17min da madrugada.
O delegado Ênio de Oliveira Mattos aguarda o laudo pericial. A causa da morte, conforme informação preliminar do médico legista, foi politraumatismo. Carlos Eduardo tem diversos sinais de espancamento no rosto e abdômen.
No local onde o corpo foi deixado, havia muito sangue que saiu da cabeça indicando que ele foi deixado no local minutos depois do espancamento. O carro, encontrado em uma mata próxima da servidão, tinha marcas de sangue. No rosto do advogado, havia um pó branco no bigode e abaixo do lábio inferior como se alguém tivesse esfregado a droga na boca dele. O delegado também aguarda o laudo toxicológico para saber se ele havia consumido droga.
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