POLÍTICA

Disputa pela prefeitura de Cachoeirinha domina debates na Câmara

Candidato a vice na chapa com Cristian Wasem voltou a ser acusado de não ter palavra

Cachoeirinha – Na semana em que estão sendo definidas as alianças para a disputa da prefeitura de Cachoeirinha, cuja eleição suplementar ocorre no dia 30 de outubro, a Sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (30) foi marcada por manifestações contra e a favor do governo interino. O Delegado João Paulo, vice na composição com o prefeito interino Cristian Wasem, foi alvo mais uma vez de críticas.

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O vereador Mano do Parque afirmou que o delegado não tem palavra e que há havia mudado de discurso quando estaria se alinhando ao PSL no passado. O parlamentar disse que João Paulo criticava o grupo atual que está no poder e agora se aliou a ele. “As pessoas de uma hora para outra mudam seus conceitos. Política não se faz assim. Quem não consegue respeitar sua palavra não tem caráter”, frisou.

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Representante do PP no Legislativo, mesmo partido do delegado, o vereador Marco Barbosa criticou Mano. “Lamento a forma como abordou. Até ontem ele era maravilhoso e hoje parece que não presta mais porque fez coligação com seus oponentes. Temos que usar a Tribuna para defender projetos e não para ofender a índole. Precisamos elevar o nível do debate para que possamos fazer uma boa campanha e sem com ataques pessoais.”

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O pré-candidato do PT, David Almansa, embora não tenha se referido a candidaturas e campanha política, também foi alvo de vereadores da base governista. O petista fez cobrança ao presidente da Câmara, Gelson Braga, sobre a não explicação sobre a antecipação de devolução de R$ 2 milhões para a Prefeitura. Quase metade do valor foi usada para pagar o subsídio destinado para a Transbus. Ele ainda apontou que o prefeito interino aumentou “com um canetaço” em 40% a tarifa técnica da concessionária e dias depois abriu licitação para contratar empresa para fazer o estudo de quando deve ser a tarifa técnica.

Almansa ainda disse que Gelson Braga não deu explicações sobre os critérios técnicos que o levaram a criar três cargos na Câmara e chamar três funcionárias da secretaria da Saúde sem o aval da secretária. O presidente respondeu argumentando que a antecipação de recursos e criação de cargos são definições da Mesa Diretora com base na legalidade e estudos.

Já o líder do Governo, Otoniel Gomes, criticou Almansa. E começou falando de entrevista do candidato do PT a presidente, Lula, dizendo que ele não conseguiu pegar uma colinha para dar uma resposta. Citou ainda a fortuna dos filhos do candidato e que Lula teria R$ 7 milhões em sua conta bancária. “Ficou rico aonde, trabalhando na política?”, questionou.

O parlamentar, se referindo ao que disse Mano sobre o delegado, salientou que há a necessidade de haver respeito com as pessoas. “Eu gosto muito quando há respeito. Quando falta, é politicagem. O superdelegado continua sendo, não mudou nada. Trato ele com todo o respeito. As pessoas merecem respeito. Não é porque pessoas que saíram da base que vou dizer que são inferiores. A política é de acordo sim. O que o Alckimim falou do Lula e agora está andando juntos.”

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