POLÍTICA

Cristian pede para eleitores pedirem a vereadores para não cassá-lo

Prefeito divulgou vídeo em seu perfil no Instagram afirmando que não cometeu nenhum crime

Cachoeirinha – O prefeito Cristian Wasem publicou um vídeo em seu perfil no Instagram pedindo para eleitores entrarem em contato com vereadores e pedirem para não cassá-lo nessa sexta-feira (2). “…você que conhece o seu vereador, a sua vereadora, peça para ele votar, para ela votar consciente. Vamos respeitar os mais de 47 mil votos e não vamos deixar que a ganância pelo poder de um grupo político interrompa os grandes projetos da nossa cidade”, disse.

Cristian destacou que não cometeu nenhum ato de corrupção e crime. A cassação, segundo ele, será votada por “duas denúncias absurdas”.

“A primeira por divergências e desentendimentos políticos dentro de grupos de whatsapp e não cometi nenhum ato. A segunda, por supostas pedaladas fiscais, projetos de parcelamentos do nosso instituto de previdência que foram elaborados em conjunto com nossos servidores públicos concursados, técnicos especialistas na área e que foi levado para a Câmara de Vereadores”, explicou.

Segundo ele, as Comissões da Câmara deram pareceres favoráveis e ocorreu a aprovação em Plenário pela maioria dos vereadores. “Portanto, não existe crime nenhum. Além disso, foi homologado pelo Ministério da Previdência e até o presente momento não existe nenhum outro tipo de apontamento.”


O relatório final da Comissão Processante do impeachment 2, que será votado nessa sexta-feira (2), na Sessão que inicia às 10 horas, pede a cassação do mandato do prefeito e do vice, delegado João Paulo. O relatório diz que o prefeito cometeu infração político-administrativa em dois fatos. O primeiro aponta “conduta atentatória à autonomia e ao regular funcionamento da Câmara de Vereadores”. Esse episódio surgiu depois da instauração da Comissão Processante, quando o prefeito demitiu cerca de 40 cargos comissionados indicados por alguns vereadores que aprovaram a abertura do processo do impeachment.

O segundo, é relativo a “pedaladas no IPREC e o risco fiscal em ano eleitoral”. Isso são os parcelamentos da cota patronal não recolhida pela Prefeitura. Já o vice-prefeito teve considerado irregular a contratação emergencial de empresa para fazer a limpeza de unidades de saúde.

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