POLÍTICA

Corsan e Metrosul buscam solução para ligações de esgoto

Diversas residências estão abaixo do nível da rua e da rede coletora

Cachoeirinha – A Corsan e Ambiental Metrosul estão buscando soluções para os casos nos quais moradores de Cachoeirinha não estão conseguindo fazer a ligação do esgoto doméstico na rede coletora devido ao fato de as residências estarem abaixo do nível da rua. O problema foi discutido na manhã desta quinta-feira (25) em audiência pública promovida pela Comissão de Saúde, Assistência Social e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores.

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A gerente da Corsan, Eliane Pacheco, e o coordenador operacional da Ambienta Metrosul, Stenio Cangussu, fizeram um relato do que vem sendo feito e explicaram que cada caso está sendo analisado de forma particularizada. O objetivo é o de evitar que os moradores nessa situação tenham que instalar uma mini estação elevatória cujo investimento pode chegar a R$ 10 mil, sem considerar outras obras nas residências, como troca de piso.

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Uma nova audiência pública será realizada no próximo dia 8 de setembro e com a participação da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs). O presidente da Comissão, Felisberto Xavier, classificou como positiva a audiência desta quinta por entender que tanto a Corsan quanto a Metrosul estão empenhadas em auxiliar famílias que não sabem como fazer a ligação tendo em vista que suas casas estão em um nível abaixo da rede coletora.

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O coordenador operacional da Metrosul argumentou que não há como definir uma solução geral para todas as pessoas tendo em vista as particularidades. Em alguns casos, a caixa de ligação precisa apenas ser rebaixada em alguns centímetros e em outros pode haver a necessidade de refazer a rede em uma profundidade um pouco maior.

Outra solução apontada, já em uso, é a ligação da rede na rua dos fundos das moradias, passando pelo terreno de vizinhos. Uma situação um pouco mais delicada é a de pessoas que não possuem recursos financeiros sequer para fazer uma ligação simples. A promotora Simone Keunecke comentou que as ligações são obrigatórias, mas famílias em situação de vulnerabilidade devem receber uma atenção diferenciada como prevista na legislação que regula a coleta e tratamento de esgoto.

Detalhes de como as diferentes realidades das famílias serão discutidas na próxima audiência pública, pois se torna necessária a participação da Agergs, segundo Xavier. A gerente da Corsan, após o término da audiência, disse à reportagem que moradores que receberam o aviso para fazer a ligação, deverão procurar o escritório da Corsan no caso de terem dificuldades pelo fato de as moradias estarem abaixo do nível da rua. Quem já recebeu o aviso e não tomou nenhuma providência dentro do prazo de 120 dias concedido, vai continuar pagando a taxa de disponibilidade do serviço até fazer a regularização.

Confira como foi a audiência:

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