Centro logístico apresentado nessa sexta pode ser a GM de Cachoeirinha com 8 mil empregos
Empresa especializada em fundos imobiliários e proprietária da área de 2 milhões de metros quadrados onde já tem prédios alugados para a Souza Cruz
Cachoeirinha – A Prefeitura de Cachoeirinha e o Centro das Indústrias de Cachoeirinha apresentaram nessa sexta-feira (6) o projeto de implantação de um centro logístico em uma área de dois milhões de metros quadrados na esquina da avenida Frederico Ritter com a RS-118. A área é da Guardian Gestora, empresa especializada em fundos imobiliários e de renda urbana. Ela é a proprietária da estrutura que é alugada pela Souza Cruz, cujo contrato vence no ano que vem.
O centro logístico vai ser construído no entorno dos galpões da Souza Cruz. São seis lotes. Quando todos estiverem prontos, o potencial de geração de empregos será de oito mil vagas diretas e 12 mil indiretas, conforme foi apresentado pelo diretor properti da empresa, Carlos Eduardo Quezada Motta. Ele destacou que o total da área possui um corredor ambiental que está registrado nas matrículas impedindo que haja degradação.
O projeto de Cachoeirinha está em desenvolvimento há cinco anos e foi acelerado, conforme Motta, porque um grande concorrente está planejando se instalar na região. Em janeiro desse ano, a empresa procurou o governo interino de Jussara Caçapava, que não compareceu ao evento em função das restrições eleitorais, para tratar das licenças necessárias para o início das obras do primeiro pavilhão.
O assessor de gabinete de Jussara, Cláudio Ávila, disse que já na próxima semana deverá ser liberada a licença ambiental. A empresa pretende iniciar a construção do pavilhão projetado para o lote 6, que fica nos fundos da Souza Cruz. A área tem 200 mil metros quadrados e o galpão terá a metade disso. Ele será vendido.

Motta explicou que a estrutura tem um potencial de gerar 2,7 mil empregos diretos e quatro mil indiretos. Serão investidos R$ 300 milhões. A arrecadação para a prefeitura, durante a obra, é estimada em R$ 2,7 milhões. Com a venda, a prefeitura deverá receber de ITBI de R$ 11 a 12,5 milhões. Ainda não há um contrato fechado com o futuro comprador, que poderá ser do setor de comércio eletrônico.
Investimento total pode chegar a R$ 1 bilhão
A Guardin projetou a construção de pavilhões em sete lotes na área. O custo estimado de investimento chega a R$ 1 bilhão. Quando tudo estiver pronto, cujo prazo vai depender da economia brasileira, a estrutura poderá gerar até 8 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. Em números atuais, a prefeitura teria de receita, com a venda de todos os imóveis, uma receita de até R$ 42 milhões de ITBI.

A GM de Cachoeirinha
A presidente do CIC, Neiva Bilhar, destacou que Cachoeirinha está ganhando um projeto maior que a GM de Gravataí. “É gigantesco o que está vindo para Cachoeirinha … nós teremos uma GM muito maior”, destacou. Já Cláudio Ávila salientou que Jussara criou um Grupo de Trabalho Intersetorial para acelerar os licenciamentos de projetos de grande magnitude para a cidade. Na próxima semana, um novo investimento poderá ser anunciado.
O assessor especial ainda revelou que o Distrito Industrial vai receber uma força-tarefa a partir da próxima semana com intervenções em zeladoria, mobilidade e iluminação pública. Já o presidente da Câmara em exercício, Gilson Stuart, acrescentou que o Legislativo está alinhado com a política do governo interino para agilizar os processos para a implantação de novos empreendimentos. Segundo ele, é necessário desburocratizar.
*Colaborou, Rodrigo Alves




