POLÍTICA

Câmara aprova segundo pedido de impeachment de Cristian e João Paulo

Resultado da votação não foi diferente da aceitação do primeiro pedido de impeachment

Cachoeirinha – A Câmara de Vereadores aprovou na Sessão da noite desta quinta-feira (30) o segundo pedido de cassação dos mandados do prefeito Cristian Wasem e do vice, delegado João Paulo, por supostas infrações político-administrativas. O novo pedido foi formulado pelo autor do primeiro, o suplente de vereador Almeida Xereta.

O resultado da votação não foi diferente da aceitação da primeira denúncia. Foram 13 votos favoráveis com quatro contrários. A vereadora Claudine e o vereador Edison Cordeiro, que foram contrários à denúncia, disseram em seus votos que o parecer do Ministério Público na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pela improcedência dos pedidos formulados pelo ex-candidato a prefeito, David Almansa, lhes dava o direito de votar não.

A Comissão Processante foi definida através de sorteio. O presidente é Gilson Stuart. Ele também está na outra Comissão Processante como membro. O relator é Otoniel Gomes e Pricila Barra fecha a composição da nova comissão na condição de membro. Ela se reunirá dentro de cinco dias para iniciar a investigação. O prefeito e vice serão intimados para apresentarem defesa prévia por escrito e poderão relacionar até 10 testemunhas.

“Decorrido o prazo de defesa, a Comissão Processante emitirá parecer dentro em cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia, o qual, neste caso, será submetido ao Plenário. Se a Comissão opinar pelo prosseguimento, o presidente da Comissão designará o início da instrução, e determinará os atos, diligências e audiências que se fizerem necessários, para o depoimento do denunciado e inquirição das testemunhas”, define o Decreto-Lei nº 201/1967, que regula o processo de cassação do prefeito e vice. O prazo para a conclusão da investigação é de 90 dias.

Votaram pela aceitação da denúncia:

  1. Flávio Cabral (MDB)
  2. Gilson Stuart (Republicanos)
  3. Gustavo Almansa (PT)
  4. Léo da Costa (PT)
  5. Mano do Parque (PL)
  6. Marcelinho (MDB)
  7. Otoniel Gomes (MDB)
  8. Paulinho da Farmácia (PDT)
  9. Sandrinha (Republicanos)
  10. Tiago Eli (PP)
  11. Zeca Transportes (MDB)
  12. Jussara Caçapava
  13. Pricila Barra (Podemos)

Votaram pela não aceitação da denúncia:

  1. Cléo do Onze (MDB)
  2. Edison Cordeiro (Republicanos)
  3. Uilson Dropa (Podemos)
  4. Claudine Silveira (PP)

A denúncia contra o prefeito e vice

O primeiro fato do novo pedido de cassação é o da “conduta atentatória à autonomia e ao regular funcionamento da Câmara de Vereadores”. Segundo a peça assinada pelo advogado Hendrix Gavião, o prefeito e seu assessor especial, André Lima, atentaram contra o Legislativo e intimidaram o presidente da Comissão Processante, Zeca Transportes, por demitirem indicados por vereadores para cargos comissionados na Prefeitura. O segundo fato é a contratação direta, pelo prefeito, do pai de um assessor direto por R$ 88 mil sem ter ficado claro para qual finalidade.

O terceiro fato são o não recolhimento da parcela patronal da previdência dos servidores com parcelamento posterior, mas sem “lançamento contábil e sem a autorização orçamentária correspondente”. O quarto fato foi o pagamento da revisão geral dos salários dos servidores em 2024 sem empenho, feita pelo “então Secretário de Gestão à época dos fatos, Paulo Garcia”.

O quinto fato apontado foi a contratação emergencial realizada pelo vice-prefeito, delegado João Paulo, no exercício do cargo, de uma empresa para a limpeza de unidades de saúde. Havia uma licitação aberta, que foi cancelada. No dia anterior, contudo, foi assinado um contrato emergencial com outra empresa por R$ 500 mil e que já teria sido renovado envolvendo mais R$ 600 mil.

O sexto e sétimo fatos são de aberturas de créditos no orçamento sem haver a comprovação de que havia o superávit informado. O oitavo fato foi o pedido de informações feito pelo ex-Líder de Governo, Otoniel Gomes, sobre os R$ 88 milhões do financiamento obtido junto à Caixa Econômica Federal, que não foi respondido por João Paulo, que estava como prefeito, e nem por Cristian, quando retornou.

Artigos relacionados

erro: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.