“A democracia e Cachoeirinha não pertencem a um grupo político”, afirma Claudine
Vereadora se manifestou sobre a representação que pede a cassação do seu mandato em vídeo publicado em sua rede social

Cachoeirinha – A vereadora Claudine Silveira (PP) se manifestou em vídeo publicado nas redes sociais sobre a representação protocolada na Câmara de Vereadores pelo vereador Santo Edir Oliveira, o Chapolin (MDB), que pede a cassação de seu mandato por suposta quebra de decoro parlamentar.
No vídeo divulgado em seu perfil no Instagram, Claudine classificou a iniciativa como uma “tentativa clara de intimidação e perseguição política” e afirmou que há um movimento para “calar” sua atuação política após a cassação do ex-prefeito e do ex-vice-prefeito de Cachoeirinha. “A democracia e Cachoeirinha não pertencem a um grupo político”, afirmmou.
“Depois da cassação de um mandato de Prefeito e Vice-Prefeito, de uma eleição suplementar difícil e fora de época… agora, novamente, estão tentando nos calar”, declarou.
A parlamentar também afirmou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre a representação e disse acreditar que a denúncia “não deve prosperar”.
Durante o vídeo, Claudine relacionou a denúncia ao cenário político e judicial envolvendo a eleição suplementar no município. Segundo ela, atualmente existem cinco ações na Justiça Eleitoral questionando o resultado do pleito e o Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente à cassação da chapa eleita em uma delas.
“O que preocupa é que, enquanto a Justiça analisa os fatos, tem gente tentando agir politicamente para calar a sua voz”, afirmou, se referindo a população.
A vereadora ainda pediu apoio dos eleitores e disse que “quando tentam calar um representante, estão tentando calar toda uma população”.
Entenda a representação
A representação contra Claudine foi protocolada pelo vereador Chapolin junto à Comissão de Ética da Câmara de Vereadores.
No documento, ele sustenta que a parlamentar teria quebrado o decoro ao contratar para seu gabinete uma testemunha do processo que resultou na cassação do então vice-prefeito e marido da vereadora, o delegado João Paulo.
Conforme o conteúdo da representação, a testemunha ocupava cargo comissionado na gestão anterior da Prefeitura e atuava como fiscal de um contrato emergencial para limpeza de unidades de saúde. O contrato sem licitação foi um dos pontos discutidos no processo que culminou na cassação de João Paulo.
Chapolin argumenta na representação que a contratação da testemunha para o gabinete de Claudine reforçaria a proximidade entre ela, o ex-vice-prefeito e a empresa envolvida no caso.
Outro ponto levantado na denúncia é que Claudine teria omitido, em um mandado de segurança apresentado durante o processo de cassação do prefeito e vice, o fato de ser esposa de João Paulo ao tentar assegurar o direito de votar na Sessão de Julgamento.
Confira o vídeo publicado por Claudine
Bastidores apontam retaliação política
Nos bastidores da política local, a representação é interpretada por aliados da vereadora como uma retaliação política.
O PP, presidido por João Paulo, ingressou com duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) contra a chapa da prefeita Jussara Caçapava e do vice-prefeito Mano, alegando uso indevido da máquina pública e das redes sociais durante a campanha eleitoral.
A avaliação de interlocutores políticos é que a representação apresentada por Chapolin teria sido motivada por esse embate judicial e político.
Caso Claudine venha a perder o mandato, quem assume a cadeira é o primeiro suplente do PP, Fernando Medeiros. Durante a Sessão de Julgamento que cassou João Paulo, Medeiros ocupou temporariamente a vaga da vereadora e votou favoravelmente à cassação do então vice-prefeito.




