Uma novidade no caso SKM e o silêncio do Ministério Público - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
SKM fazia a limpeza de ruas e praças - Foto: Fernando Planella/Arquivo

Uma novidade no caso SKM e o silêncio do Ministério Público

Suposto desvio de recursos públicos está sendo investigado, mas detalhes não são revelados

Cachoeirinha – A operação do Ministério Público na manhã desta terça-feira (1) para investigar possíveis irregularidades no contrato da SKM Empreendimentos, responsável pela limpeza urbana em Cachoeirinha, traz uma novidade nunca comentada na polêmica que está no entorno da empresa: desvio de recursos públicos.

Desde o primeiro contrato emergencial com a empresa, em 2017, e a regularização do serviço com a licitação vencida por ela depois de decisão judicial, passando pela CPI no Legislativo no ano passado, a possibilidade de haver desvio de recursos, com o dinheiro indo parar no bolso de algum agente público ou servidor, nunca surgiu. A polêmica sempre se concentrou em erros administrativos na contratação e execução do contrato.

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O Tribunal de Contas do Estado chegou a fazer apontamentos e na época que surgiu a polêmica, a prefeitura informou que foram feitas correções. O prefeito Miki Breier chegou a ir ao Ministério Público e Tribunal de Contas levar toda a documentação. Na manhã desta terça, técnicos do MP ficaram algumas horas analisando documentos relativos ao contrato arquivados no setor de compras.

A promotora de Justiça Criminal de Cachoeirinha, Paula Ataíde Athanasio, acompanhou a operação, mas disse à reportagem por intermédio da assessoria que somente a Procuradoria de Prefeitos do MP poderia fazer. Por intermédio de sua assessoria de imprensa, o MP disse que não poderia divulgar nenhuma informação adicional em relação ao publicado em seu site porque as investigações estão em andamento.

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Além de documentos no setor de compras da Prefeitura, secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos, os agentes do MP estiveram na sede da SKM e na residência de um empresário, mas não divulgaram qual. A SKM tem dois diretores, Jorge Fouad Abdo e Gunnar Vieira Gosch. Ainda foram cumpridos mandados nos endereços do secretário Léo Charão e do responsável pelos contratos da secretaria, Marco Antônio Schneider. Os celulares deles foram apreendidos assim como o do prefeito Miki Breier por ter contato com o seu secretário.

Questionada mais de uma vez sobre este fato de suspeita de desvio de recursos públicos, a assessoria de imprensa do MP ressaltou apenas que existe a suspeita e que por isso há uma investigação. Conforme a nota do MP, “as evidências são de que tenha ocorrido desvio milionário de renda pública, estimado, aproximadamente, em 45% dos valores contratados para arcar com os serviços de limpeza urbana, conservação e manutenção de próprios e logradouros públicos e terceirização de serviços a partir do ano de 2017”. Decisão da Justiça afastou Charão e Schneider de suas funções e suspendeu o contrato da SKM.

Atualizada – 01/06/2021 – 15h54min

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