Servidores da educação fazem manifestação em apoio a Cristian e contra o golpe
Câmara acelerou a Sessão não realizando intervalo e vereadores pediram vista em projetos do Governo
Cachoeirinha – A Sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (2) foi marcada por uma manifestação de servidores da educação em apoio ao prefeito Cristian Wasem, que responde a dois processos de cassação por supostas infrações político-administrativas. No Legislativo, o grupo entregou uma nota aos vereadores.
O documento, assinado por direções de escolas e setores estratégicos da Secretaria Municipal de Educação (SMED), conforme comunicado distribuído à imprensa, “alerta que a instabilidade gerada por confrontos institucionais afeta diretamente o ambiente escolar e prejudica o aprendizado de crianças e jovens.” O texto reafirma que a defesa da educação pública de qualidade é inegociável, não aceitando retrocessos nas conquistas alcançadas.
Assim como na última quinta-feira (27), a Sessão foi rápida. A presidente, Jussara Caçapava, colocou em votação a não realização de intervalo e dos projetos que estavam na Ordem do Dia, somente um foi votado. Os demais tiveram pedido de vista, uma estratégia que vem sendo utilizada para atrasar a votação dos projetos do Governo.
A maioria dos vereadores que usaram a Tribuna aproveitou o espaço para falar sobre as moções de congratulações que estavam entregando. A prática tomou conta do espaço no Legislativo e os vereadores passam a maior parte do tempo concedendo quadros de homenagens do que discutindo os problemas da comunidade.
O vereador governista, Cléo do Onze, elogiou a manifestação dos profissionais da educação, listando avanços conquistados nos últimos três anos de Governo de Cristian e João Paulo. “Foram entregues novos prédios de escolas, posso citar a Natálio Schlain, a Maria Paim, que me emocionei lá. Parabéns a todos envolvidos … um prédio que estava abandonado e graças ao trabalho de todos vocês, servidores da educação, a gente tem no nosso município hoje uma escola nova”, disse.
O parlamentar ainda destacou que foram ampliadas vagas nas escolas, modernizadas estruturas e fornecidos uniformes, tênis e material escolas a todos os alunos. Ele também salientou que o Governo investiu em inclusão, contratou psicólogos, monitores e proporcionou formação para os professores. “Instalamos ar-condicionado, renovamos mobiliários, ampliamos o quadro de docentes e melhoramos índice de aprendizado, subindo 30 posições no ranking. Isso é uma conquista de todos vocês nesses três anos. Venho aqui parabenizar vocês pela coragem. No momento conturbado, você são pelo bem do nosso município”, frisou.
Já o vereador Gustavo Almansa, que foi favorável a abertura dos processos de cassação, assim como votou pela aceitação da denúncia contra Jussara Caçapava, parabenizou os professores. “Gostaria de dizer que é da democracia … vocês têm todo o direito de se manifestar independente se a opinião de um ou de outro é contrária desses vereadores. Vocês estão de parabéns pela manifestação, pela forma organizada que vieram nessa Casa hoje”, disse. O vereador não perdeu a oportunidade de voltar a pedir o enquadramento das atendentes da educação infantil como professoras, algo que vem sendo analisado.
“Vereador, não morda a mão que te elegeu”
Profissionais da educação levaram várias faixas e cartazes para a manifestação. Em uma delas estava escrito: “Vereador, não morda a mão que te elegeu”. Parlamentares da base governista se elegeram, incluindo do MDB, mesmo partido do prefeito, na aliança formada por Cristian e João Paulo.

Já uma faixa destacou que “Democracia se faz com voto na urna e respeito ao resultado”. Ela se refere ao que o prefeito e integrantes do Governo consideram como um golpe. Cristian já afirmou que há um movimento golpista tramado pela família Caçapava para tomar a Prefeitura, havendo um acerto com alguns vereadores para aderirem ao golpe. Os termos do acordo envolveriam a reeleição de Jussara Caçapava para a presidência da Câmara para ela assumir como prefeita interina, havendo a divisão de cargos entre o grupo, o que é negado pela vereadora e demais parlamentares.
Na nota distribuída pelos manifestantes, há a promessa de continuidade. “Seguiremos firmes. As mesmas escolas que no início do Governo pediam ajuda para melhorar a educação, estiveram lá [na Sessão da Câmara] para defender os avanços, reconhecendo o trabalho realizado.” A mobilização, que inicialmente contou com a presença de servidores concursados e direções, promete avançar, mobilizando pais e alunos. Segundo as organizadoras, “manobras políticas” colocam em risco o crescimento da cidade.





