Protocolado pedido de impeachment de Cristian e João Paulo na Câmara
Iniciativa é do suplente de vereador, Almeida Xereta, e tem como base a Ação de Investigação Judicial Eleitoral que pede a cassação do prefeito e vice
Cachoeirinha – A Câmara de Vereadores recebeu na manhã desta segunda-feira (20) um pedido de impeachment do prefeito Cristian Wasem e do vice, delegado João Paulo. O autor é Almeida Xereta, que foi candidato a vereador na eleição passada pelo PL ficando na segunda suplência com 434 votos. O documento é assinado pelo advogado Hendrix Gavião.
Xereta explica que vinha amadurecendo a decisão e que o pedido de impeachment de Cristian e João Paulo não tem nenhuma relação com o partido. Segundo ele, a cidade está em um completo abandono e com muitas denúncias contra o atual governo. Ele lembra o caso da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo ex-candidato a prefeito, David Almansa, pedindo a cassação de Cristian e João Paulo, cuja audiência para ouvir testemunhas acontece nesta terça-feira (21).
“A gente está vendo muitas coisas erradas, denúncias, verbas deputados perdidas. É um abondono. Na saúde, por exemplo, estamos perdendo amigos. Eu passei por problemas com meu pai na UPA de Cachoeirinha, no hsopital de Cachoeirinha e tive que recorrer ao hospital de Gravataí. A gente vê a cidade de Gravataí se desenvolvendo e Cachoeirinha com tantos problemas”, afirma.
O pedido de impeachment de Xereta está baseado na AIJE, que apresenta oito fatos supostamente irregulares que os então candidatos teriam cometido no período pré-eleitoral, no ano passado. Dos oito, Xereta coloca dois como os mais graves para fundamentar o pedido de impeachment: a distribuição de pares de tênis para estudantes da rede municipal e repasses de recursos para terceiros e pessoas jurídicas durante a enchente do ano passado para supostamente obterem vantagens políticas.
Entre os oito fatos narrados na ação, Xereta destaca o seguinte:
- Distribuição de 14 mil pares de tênis a poucos dias da eleição, custeados com quase R$ 1 milhão dos cofres públicos.
- Uso de páginas e redes sociais financiadas pela prefeitura para atacar adversários e enaltecer a própria gestão.
- Repasses de R$ 2,75 milhões a uma servidora ligada à base política do prefeito durante as enchentes, em pleno período eleitoral.
- Postagens no perfil oficial da prefeitura atacando partidos e candidatos da oposição.
“Não estamos diante de meras irregularidades formais. O que está descrito na ação é a manipulação do poder público para desequilibrar o jogo democrático. Isso não é governar, é usar a cidade como trampolim eleitoral. É ferir o princípio constitucional da impessoalidade, que exige que a máquina pública sirva a todos, não a um projeto de reeleição”, afirma em documento que resume as acusações.
O policial militar da reserva ainda acrescenta: “O processo reúne acusações com forte potencial jurídico, especialmente nos fatos 1 (distribuição de tênis) e 4 (repasse de R$ 2,75 milhões). Ambos envolvem uso expressivo de recursos públicos em período sensível e com finalidade eleitoral. O conjunto probatório, se confirmado, indica violação aos princípios da administração pública e desequilíbrio no pleito, o que pode levar à cassação e inelegibilidade dos investigados”.





