CACHOEIRINHA

Projeto social Fut da Gurizada leva futebol para crianças em Cachoeirinha

Além das partidas de futebol, os voluntários realizam, antes de cada uma delas, uma roda de conversa, em que falam sobre a importância da vivência em um ambiente familiar e escolar saudável

Cachoeirinha – Todos sabemos do poder do esporte na transformação na vida das pessoas. O futebol, esporte mais popular no Brasil, tem feito a diferença nas vidas de muitas crianças e adolescentes que vivem no bairro Granja Esperança em Cachoeirinha. Há quatro meses, os voluntários Suellen e Fábio Recova decidiram criar o projeto social Fut da Gurizada.

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Segundo os voluntários e responsáveis do projeto, a ideia surgiu ao observarem crianças da região, entre elas seus filhos, jogando futebol nas ruas em torno do Caic da Granja Esperança. Inicialmente, eles só assistiam às partidas, mas, com o passar do tempo, resolveram solicitar à direção do CAIC a cedência do ginásio, para que as crianças pudessem jogar suas “peladas”.

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Após a autorização da direção, as partidas foram transferidas da rua para a quadra da escola, e as crianças passaram a contar com treinos orientados por voluntários e, consequentemente, a praticar o esporte com mais segurança. Além das partidas de futebol, os voluntários realizam, antes de cada uma delas, uma roda de conversa, em que falam sobre a importância da vivência em um ambiente familiar e escolar saudável. 

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De acordo com a voluntária Suellen Recova, “a iniciativa complementa a formação dessas crianças e adolescentes, que estão sedentos por novidades e em busca de oportunidades de conhecimento, com atividades prazerosas, além de resgatar sua dignidade. Além disto, a ação contribui para o combate às drogas e promove o comportamento responsável, pois, para participar das atividades, precisam cumprir algumas regras. Isso envolve, por exemplo, tirar notas boas, respeitar os professores, pais e amigos e realizar as tarefas propostas. O projeto cria um senso de responsabilidade, disciplina e cooperação”.

Kelly Martins Silveira, mãe do jogador Andrio Martins Silveira, de 10 anos, diz que o filho era indisciplinado, ansioso e impaciente. Com medo da violência e das más influências, ela não gostava de deixá-lo jogar bola na rua. Porém, viu no projeto uma oportunidade de desenvolvimento do menino. “O projeto o ajudou a ser disciplinado e obediente. O clima familiar hoje é bem mais leve, e o futebol não é mais uma ameaça; é uma esperança. Agradeço a Deus e a eles por o terem ajudado”, comemora.

Torneio de Confraternização

A tarde deste domingo foi marcada por gols e homenagens. Houve três partidas de futebol entre os times dos coletes verde limão, preto e vermelho, e a equipe do colete preto venceu duas vezes com uma sequência de 5 gols em cada uma das partidas. Ao final,  todas as crianças foram presenteadas com bolas de futebol, medalhas, camisetas de times de futebol e chocolates.

Além da premiação, as crianças e os seus pais participaram de um coquetel de confraternização organizado pelos voluntários e os padrinhos dos desportistas. “Tenho de agradecer aos pais das crianças por confiarem no nosso trabalho social e por seu empenho e determinação, assim como a todos os que acreditaram no projeto. Vê-los, aqui, hoje, jogando e comemorando cada gol é muito gratificante. Muito obrigado”, destacou Fábio Recova. 

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