Opinião: porquê Jussara é a favorita para vencer a eleição polarizada em Cachoeirinha
Cachoerinha tem quatro candidaturas, mas apenas duas se despontam e apontam para uma polarização

Cachoeirinha – Faltam duas semanas e três dias para Cachoeirinha conhecer quem vai comandar a cidade até a nova eleição municipal em 2028. A campanha para a eleição suplementar de 12 de abril vai ganhando mais corpo a cada dia que passa. E o cenário aponta para uma clara polarização entre Jussara/Mano e Claudine/Marco.
Na polarização, Jussara leva a melhor. A articulação comandada por ela fechou a simbiose perfeita para um cenário local. Uniu as pautas de interesse das classes mais pobres com o aspecto positivo do conservadorismo da direita. Um match perfeito aliado ao apoio da esmagadora maioria dos vereadores.
Já a campanha da vereadora Claudine Silveira, principal opositora, está centrada na narrativa do golpe. No vitimismo. O prefeito cassado Cristian Wasem é o principal cabo eleitoral. É verdade que ele fez mais do que os últimos prefeitos, assim como é que se aproveitou do que o também cassado Miki Breier fez para colocar as finanças públicas em dia.
Nesta eleição suplementar há uma clara polarização. É Jussara contra Claudine/Marco/Cristian. Enquanto Jussara e Mano, com apoio de 12 dos 17 vereadores, projeta o futuro, Claudine e o pouco conhecido Pastor Marco, são embalados pela retórica do golpe com espasmos de projetos para o futuro.
Enquanto isso, inteligentemente, o PT saltou da barca. David Almansa, principal liderança do partido na cidade, se preservou, assim como os vereadores da bancada. Sem dinheiro, foram para a frente de batalha o desconhecido Tairone Kappler e Claudia Azevedo. Só para marcar território. E quem manda é a vice com um discurso radicalista e longe das pautas do PV, que integra a federação. A estratégia caduca é falar mal do que vai errado, como se as pessoas fossem burras e não soubessem disso.
E a federação Psol/Rede com Laís e Breno? Fazem uma campanha digna. Defendem suas propostas e têm um plano de governo que merece ser analisado por quem vencer a eleição.
Jussara surpreende na campanha pela capacidade de compreender as necessidades do povo e por abrir mão de posições que defendia enquanto vereadora, muitas vezes radical e fora da realidade de Cachoeirinha. Se foi golpe ou não, isso é o que menos importa. O mais importante é a cidade sair das páginas policiais para retomar seu caminho para estar entre as maiores economias do Rio Grande do Sul. E se for eleita, deveria olhar as propostas de quem perder. E se perder, quem vencer também deve olhar o que propõe.




