Impeachment: João Paulo diz que não fez nada de errado e que faria tudo de novo
Vice-prefeito é alvo do segundo pedido de cassação do mandato por supostas infrações político-administrativas
Cachoeirinha – O vice-prefeito, delegado João Paulo, afirmou nesta terça-feira (2) que não fez nada de errado em relação a quatro fatos apontados a ele na denúncia que pede a cassação do seu mandato juntamente com o do prefeito Cristian Wasem. Ambos são acusados de infrações político-administrativas.
João Paulo figurava no primeiro pedido de impeachment, mas como não havia tomado nenhuma decisão na condição de prefeito em exercício, o movimento que quer tirar ele e Cristian da Prefeitura, apresentou uma nova denúncia.
“Através de um impeachment, estão tentando me acusar de coisas que eu não fiz. Tudo o que fiz como prefeito em exercício foi dentro da lei. A suspensão da licitação aconteceu porque a nossa equipe encontrou um erro o técnico, de forma que ele, se continuasse, geraria nulidades ali adiante com efeitos muito mais prejudiciais para a sociedade de Cachoeirinha”, disse. João Paulo se referiu ao cancelamento de uma licitação para a contratação de empresa para fazer a limpeza de unidades de saúde. Para realizar o serviço, um contrato emergencial precisou ser feito.
“… a contratação emergencial tornou-se uma necessidade. A empresa que vinha atuando comunicou que não permaneceria no trabalho e dessa forma nós não tínhamos como deixar os postos de saúde sem o serviço de limpeza. Sem a limpeza, os postos de saúde teriam que parar de trabalhar. E saúde é urgência”, argumentou, salientando que a legislação prevê esse tipo de contratação.
Há dois fatos na denúncia relacionados a abertura de créditos suplementares no orçamento, uma medida corriqueira, sem haver nos projetos aprovados pela Câmara a comprovação de superávit através da apresentação de extrato bancário.
“O pedido de abertura de crédito foi fundado em balanço oficial feito por técnico da prefeitura e tudo feito às claras, não há nada a esconder a respeito. Aliás, uma medida que é corredeira se fazer isso a todo momento”, disse.
Já o quarto fato foi a não resposta a um pedido de informações do vereador Líder de Governo na época, Otoniel Gomes, sobre a aplicação dos R$ 80 milhões do financiamento com a Caixa Econômica Federal. “O autor do impeachment [o suplemente de vereador do PL, Almeixa Xereta] me acusa de não ter respondido a um pedido de informação de um vereador, o que não é verdade, que a resposta houve. Aliás, o prazo de resposta é de 15 dias e eu fiquei apenas 12 dias exercendo o cargo de prefeito interino. Portanto, tudo foi feito dentro da lei. Fizemos tudo com transparência e legalidade e é o que vamos provar dentro do respectivo processo”, enfatizou.
João Paulo disse que trabalha com seriedade e respeito. “As acusações contra mim não têm qualquer fundamento e tudo que fiz faria de novo. O que fiz foi baseado na lei e pensando no melhor para nossa cidade. Eu não tenho medo da verdade. Tenho a consciência tranquila porque o que fiz foi protegendo a saúde da nossa população, garantindo a continuidade dos serviços e cuidando do dinheiro público. Eu sigo firme, olhando nos olhos de cada cidadão, defendendo a minha honra e reafirmando o meu compromisso com Cachoeirinha.
Confira o vídeo:
Erramos: O pedido de informações que não teria sido respondido não foi de Mano do Parque e sim de Otoniel Gomes. O texto foi atualizado.





