Há um ano, Miki decretava situação de emergência devido à pandemia de Covid

365 dias depois, o Brasil é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o epicentro da pandemia de Covid-19.
Cachoeirinha – Há um ano, o vírus que se espalhou rapidamente pelo mundo fez o município de Cachoeirinha decretar situação de emergência. A pandemia do novo coronavírus mudou hábitos, distanciou pessoas e ainda vem matando muita gente em diferentes países. 365 dias depois, o Brasil é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o epicentro da pandemia de Covid-19. Cabe a reflexão do que foi feito pelo poder público e pela população para frear a disseminação da doença e, posteriormente, para a aquisição de vacinas.
No dia 18 de março de 2020, foram suspensas as aulas presenciais em todas as instituições de ensino de Cachoeirinha. Restaurantes e lojas só podiam ter lotação de 50% na época, casas noturnas e bares foram fechados e eventos foram cancelados. Aos poucos, o uso de máscaras, a higienização frequente das mãos e o distanciamento social tornaram-se rotina na vida de todos.
Em meio ao agravamento da pandemia e na ausência de ações conjuntas em nível nacional, Estados e Municípios foram se organizando por conta própria para combater o inimigo invisível. Em Cachoeirinha, foi construído um Hospital de Campanha, com cerca de 40 leitos, ainda em funcionamento e registrando os maiores números de internações nas últimas semanas, desde a sua inauguração, em meados de abril do ano passado.
O último Boletim Epidemiológico do município, com dados do dia 17 de março de 2021, registrou 8.961 casos confirmados de Covid-19 em Cachoeirinha, 73 internados, 7.979 recuperados e 244 óbitos. No Brasil, a média móvel de mortes e casos de Covid-19 vêm registrando recordes diários. Só nesta quinta-feira, 18 de março, foram 2.096 óbitos e 71.904 novos casos registrados. O país contabilizou 11.787.600 casos e 287.795 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa.
A esperança no combate à pandemia veio com as vacinas, que começaram a ser distribuídas no Brasil em janeiro deste ano. Cachoeirinha já recebeu 9.384 doses do Governo do Estado e até o dia 11 de março, 6.334 pessoas, dos grupos prioritários – idosos e profissionais de saúde, haviam sido vacinadas contra a Covid-19.
Visando à aquisição direta de vacinas contra a Covid-19 e a agilidade na imunização da população, Cachoeirinha passou a integrar um Consórcio Público, liderado pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). O consórcio dará suporte aos municípios caso o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Governo Federal, não consiga suprir a demanda nacional.
Na última segunda-feira, 15 de março, o prefeito de Cachoeirinha, Miki Breier, participou de um ato virtual de assinatura do Termo de Operação entre os Consórcios Públicos do Rio Grande do Sul para aquisição de vacinas contra a Covid-19. A iniciativa é da Famurs, da Associação Gaúcha de Consórcios Públicos (Agconp) e do Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal).Leis aprovadas
Com as Leis 4670 e 4671 aprovadas no dia 9 de março, e publicadas no Diário Oficial no dia 10, o Legislativo Municipal autoriza a Prefeitura a comprar vacinas contra o coronavírus através da adesão aos consórcios públicos dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) pela Frente dos Municípios do RS pela Vacina e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
Conforme o prefeito, o objetivo é acelerar o processo. “As negociações através dos consórcios têm o objetivo de reduzir os custos da vacina, possibilitando a aceleração na imunização da população de Cachoeirinha e o enfrentamento da pandemia, que vem apresentando novas variantes, com elevado grau de letalidade e transmissão, independe da faixa etária ou de comorbidades preexistentes”, explica Miki.

