CACHOEIRINHA

Guarda Municipal de Cachoeirinha acusado de racismo é indiciado

Inquérito foi concluído e o Guarda foi indiciado pelos crimes de injúria racial e injúria qualificada pela discriminação religiosa, com o agravante de cometimento por funcionário público

Cachoeirinha – O ex-subcomandante da Guarda Municipal de Cachoeirinha foi indicado pelos pelos crimes de injúria racial e injúria qualificada pela discriminação religiosa, com o agravante de cometimento por funcionário público. O inquérito foi concluído na última quarta-feira (30) pelo delegado da 1ª Delegacia de Polícia, André Lobo Anicet. As piadas e brincadeiras do Guarda, conforme apurado ao longo da investigação, vinham ocorrendo há pelo menos três anos e se intensificaram depois que ele assumiu o cargo de chefia.

No total, foram ouvidas 11 pessoas. Em um dos episódios, o subcomandante teria fechado a porta da quartelaria, local onde são guardadas as armas, e dito que se dependesse dele a Lei Áurea, que libertou os escravos, seria abolida. Depois, “libertou” a colega para ela “fazer horas-extras”. Em um outro episódio, no corredor da Guarda, o homem de 44 anos deu um encontrão nela. Ele tirou os óculos e teria dito que não tinha visto, como se isso tivesse ocorrido porque tudo estava escuro já que a colega era negra.

“Aconteceu com vários colegas negros. Sempre nos corredores, publicamente. Eram “piadas”, chamava de macaco. Sempre usando esses termos pejorativos”, contou a servidora ao jornal Zero Hora. Outro Guarda também denunciou o ex-subcomandante, que foi afastado e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto.

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