POLÍCIA

Polícia investiga denúncias de racismo na Guarda Municipal de Cachoeirinha

Duas denúncias foram realizadas e secretaria de Segurança instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e providenciou apoio psicológico às vítimas

Cachoeirinha – “Se dependesse de mim, eu aboliria a Lei Áurea e compraria vocês de novo”, teria dito um Guarda Municipal de Cachoeirinha ao trancar um colega negro dentro da quartelaria, local onde são guardadas as armas. Ele está sendo investigado em inquérito policial instaurado pelo delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, André Lobo Anicet.

Duas ocorrências policiais foram registradas. Uma em abril e outra em junho e nelas, dois Guardas Municipais acusam o colega de preconceito racional e também religioso. Já foram ouvidas 11 pessoas e há diversos relatos de piadas e outras formas de preconceito. Além de chamar negros de macaco, certo dia o acusado esbarrou em uma colega. “Ele teria pedido desculpas e teria dito que ela era muito escura e como ele estava de óculos escuro, não teria visto”, conta o delegado.

Em outro episódio, um colega negro foi trancado quando estava na quartelaria. E o acusado teria dito que se seu pai fosse um senhor feudal, perseguiria negros no mato. Depois, afirmou que compraria todos se pudesse abolir a Lei Áurea. “E também teria dito que iria libertar o colega da quartelaria para ele poder fazer hora-extra”, revela o delegado, salientando que o inquérito já está em fase de conclusão para ser remetido ao Judiciário.

O Guarda foi afastado das funções e teria sido transferido para outra secretaria. Segundo o secretário de Segurança, Mauro Vargas, foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). “Nós tomamos todas as providências necessárias para apurar os fatos e estamos dando apoio psicológico e institucional às vítimas”, destaca.


O acusado já foi ouvido na delegacia. Conforme o delegado, ele negou todas as acusações e disse que era vítima de perseguição política.

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