Governo interino é criticado por festejar serviços básicos
Retomada da operação tapa-buracos e pintura de cordões de calçadas vem sendo destacada pela gestão de Cristian Wasem
Cachoeirinha – O governo interino de Cristian Wasem foi alvo de críticas de vereadores de oposição na Sessão desta terça-feira (26) da Câmara por dar um destaque considerado exagerado para a retomada de serviços básicos, como o tapa-buracos e a pintura de cordões de calçadas. Wasem chegou a gravar dois vídeos nos últimos dias comemorando a retomada do tapa-buracos, que há alguns anos não vem tendo continuidade por diversos problemas em contratos com empresas terceirizadas.
O vereador Mano do Parque trouxe o assunto à Tribuna. “Pintar rua e cortar grama virou coisa de outro mundo”, criticou o parlamentar ao se referir às divulgações que vêm sendo feitas. “É o mínimo que o poder público tem que oferecer ao cidadão. Eu ficaria surpreso se não estivessem, pelo menos, fazendo isso”, enfatizou.
Felisberto Xavier, que integrava a base governista e deixou de apoiar a atual administração, considera o que vem sendo feito uma “forçação de barra”. Segundo ele, a cidade é pequena e a população vai conseguir ver o que de fato está sendo feito. O parlamentar ainda se referiu, sim citar fotografias, que quando uma peça de roupa é entregue aparecem cinco mãos na imagem.
Outro que fez críticas foi David Almansa: “A gente tem que elevar a regra, quando se compara tem que olhar para quem faz gestão de verdade. Enquanto outras cidades estão fazendo obras históricas, estão resolvendo gargalos de infraestrutura, nós comemoramos que hoje temos tapa-buracos e pintamos o cordão. É importante dizer que esse não é um novo governo. O governo interino está lá porque o prefeito eleito pela maioria da base governista foi cassado porque roubou na eleição e também foi alvo de processo de impeachment que acabou em pizza nesse plenário. Esse é um governo interino de continuidade do governo que estava lá”, disse.
Jussara Caçapava aproveito o aparte concedido por Mano do Parque para dizer que achava que teria que fazer um curso de política. Sem citar o nome, ela se referiu ao vereador Xavier, que apoiava Miki e depois, com o governo interino, mudou de lado. “Foi defensor do Miki e hoje está do outro lado.”


