POLÍTICA

Excluída da base, Pricila quebra o silêncio, quase chora e volta a reclamar

Vereadora se queixa do mau serviço prestado pela empresa que transporta crianças com deficiência; motorista teria esquecido uma e até deixou faltar combustível no veículo

Cachoeirinha – A vereadora Pricila Barra quebrou o silêncio e voltou a usar a Tribuna da Câmara na Sessão desta terça-feira (3) pela primeira vez desde que foi excluída da base governista. Ela havia reclamado da falta de transporte para crianças com deficiência, cuja licitação estava em andamento, e por esse motivo foi removida do Governo.

Nesta terça, emocionada, ela quase chorou, e voltou a reclamar. A licitação foi realizada e a nova empresa assumiu o serviço, porém com diversos problemas. Pricila foi até o Cemaeel conversar com a diretora e com mães.

“Não tem elevador, não tem acessibilidade, não tem ar-condicionado. As mães tem que ir de em pé. As mães também nos relataram sobre a falta de empatia e de sensibilidade do motorista”, contou. Mas o que foi considerado mais grave foi o fato de o motorista ter esquecido uma criança na escola e ainda ter deixado faltar combustível no veículo.

“Faltou combustível no transporte. Quase uma hora essas crianças tiveram que ficar esperando dentro do transporte, desregulando para serem socorridas. Na semana passada, o motorista esqueceu uma criança no Cemaeel. Então, é muito triste o que vem acontecendo”, lamentou.

O vereador Leonardo da Costa, em um aparte, considerou uma vergonha o que vem acontecendo. “Muitas vezes é dito aqui nessa Câmara de Vereadores [que Cachoeirinha está] como um estado de perfeição … e quem contesta qualquer coisa é tratado praticamente como um criminoso aqui dentro.”

Já o vereador Gustavo Almansa, também criticou o Governo: “Foi vergonhoso ver a senhora sendo retirada do Governo por cobrar o mínimo, o básico. Por conta de uma cobrança só, parece que o Executivo é uma criança birrenta, que tu não pode cobrar o básico, o mínimo. Então, isso é um absurdo.”

Pricila lembrou que foi comunicada que estava fora da base governista às 3 horas da madrugada. “Então, pessoal, eu que sempre busquei ter o diálogo, conversar, somar … com o governo, fui retirada, né, às 3 horas da manhã, para minha surpresa. Eu acho uma covardia, 3 horas da manhã, ser removida do grupo da base. Sem nenhuma explicação, sem nenhuma conversa, sem nenhum diálogo, sendo que eu tinha procurado por várias vezes para falar sobre o transporte das famílias atípicas que estavam sem as terapias. Tinha procurado o prefeito várias vezes, ele não me atendeu, assim como eu sei que não atende vários aqui”, contou.

Vereadores da base explicam o que está acontecendo

A vereadora Claudine comentou que é necessário reconhecer que o transporte “realmente não está adequado”. “Diante disso … nós fomos indagar a secretária. A empresa já foi notificada três vezes, desculpa, duas vezes para trocar para atender as necessidades. O problema é que tudo é licitado. E quando dependemos de licitação, há contratos e formalidades legais para que a empresa deixe de prestar esse serviço”, explicou.

Já o vereador Cléo do Onze destacou que é fácil reclamar. “Como é fácil a gente vir aqui e falar mal e dizer que deu errado, mas quem teve do outro lado do balcão [ele já foi secretário municipal], como eu costumo dizer, sabe a dificuldade que é. Vamos pegar esse caso. Hoje eu tava falando com a secretária Isabel [Fonseca, da Educação]. Foi contratado o transporte da forma lícita, através de uma licitação e, infelizmente, ganhou uma empresa que não tem condições de prestar o serviço”, disse.

“Mas foi feito da forma legal. E para tirar a empresa, como a senhora [Claudine] bem disse, tem que ser notificado, tem que fazer todo o procedimento legal. Mas às vezes falta conhecimento, às vezes falta querer fazer o certo e daí é mais fácil vir [na Tribuna] dizer que o prefeito não quer fazer, que o prefeito não gosta”, destacou.

Confira o que disse Pricila, na íntegra:

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