Enquanto Cristian ataca vereadores, João Paulo diz que confia na honestidade
Cachoeirinha – O vice-prefeito, delegado João Paulo, divulgou um vídeo em seu perfil no Instagram se defendendo das acusações de infrações político-administrativas e afirmando que confia na honestidade e imparcialidade da Comissão Processante. O posicionamento contrasta com o dito pelo prefeito Cristian Wasem em depoimento neste impeachment 2. Cristian disse que fechou as portas para corrupção em Cachoeirinha e isso causou descontentamentos.
A mensagem foi clara para o grupo de vereadores que lidera o movimento de cassação do seu mandato e do vice. Cristian já havia acusado a família Caçapava de querer dar um golpe para assumir a Prefeitura. A presidente da Câmara, Jussara Caçapava, foi reeleita para comandar a Casa em 2026 e será a prefeita interina com a cassação do prefeito e vice.
João Paulo voltou a afirmar que na contratação emergencial de uma empresa para a limpeza das unidades de saúde foi uma necessidade. Na época, segundo ele, estava na cidade em vigor um decreto de emergência em saúde pública tendo em vista o alto número de casos de pessoas com problemas de saúde. Segundo ele, sem a higienização dos postos de saúde, tudo teria que ser fechado, colocando em risco a vida das pessoas.
Sobre duas suplementações orçamentárias sem a comprovação da existência de recursos em conta bancária, o vice-prefeito destacou que assinou leis aprovadas pela Câmara. Segundo ele, as acusações são ridículas. Sobre o pedido de informação do vereador Otoniel Gomes, João Paulo destacou que foi respondido, ao contrário do que consta na denúncia.
Confira a transcrição do que João Paulo disse e assista ao vídeo:
“O que não te contaram sobre o impeachment 2:
Aquele processo que respondo perante a Câmara e que poderá resultar na cassação do mandato de vice-prefeito. Quero esclarecer que reconheço a legitimidade da Câmara para fiscalizar os atos do prefeito e do vice. Aliás, esta é uma função que faz parte do sistema democrático e que busca a transparência e lisura na gestão pública.
Tudo isso na expectativa de transparência e seriedade também por parte dos vereadores. Vamos rever os fatos apontados na acusação? O fato 1 trata da contratação emergencial de uma empresa para prestar serviço de limpeza na saúde. Ficou provado no processo que tudo foi feito de forma transparente e respeitando o que a lei manda. Especialmente, porque estávamos vivendo um decreto de emergência.
E que fique bem claro, se o serviço de limpeza fosse interrompido, os 25 postos de saúde seriam simplesmente fechados. Tudo isso em meio a uma síndrome respiratória aguda grave que vivíamos na época. E a UPA, que em razão disso estava lotado de pessoas internadas. Poderia fechar? O que seria da vida daquelas pessoas? Poderia eu deixar essas pessoas morrer por conta de uma suposta economia?
Eu sentiria vergonha se tivesse deixado isso acontecer, sendo que a economia seria em torno de 2% para um contrato convencional. E as outras acusações chegam a ser ridículas, pois tratam da simples sanção de leis que foram aprovadas à unanimidade pela Câmara. E por fim, o alegado atraso, a resposta a um pedido de informação de um vereador que não houve.
Seja qual for o resultado do julgamento, quero deixar claro que tudo foi feito porque era legal, necessário e urgente. E importante, sem nenhum prejuízo aos cofres públicos do município. Diante disso, acredito na honestidade e na imparcialidade da Comissão Processante.
O que espero é que o relatório produzido ao final dos trabalhos expresse a verdade dos fatos e só assim o plenário da Câmara, por ocasião do julgamento final, poderá decidir com justiça e manter a dignidade que deve permear as decisões de uma casa legislativa.”





