Com presença de comitiva do Governo Federal, início da obra do Passinhos é autorizado
Cerimônia na manhã desta terça-feira (9) marcou a assinatura da ordem de início da obra que está prevista para ser concluída em 18 meses

Cachoeirinha – Foi assinada na manhã desta terça-feira (9) a autorização de início de obra de reconstrução do canal de 880 metros do Arroio Passinhos e recuperação do asfalto da rua Telmo Dornelles. Uma comitiva do Governo Federal veio à Cachoeirinha, formada pelo ex-Ministro Extraordinário para a Reconstrução do Rio Grande do Sul e deputado federal, Paulo Pimenta, pelo secretário de Apoio à Reconstrução, Maneco Hassen e pelo diretor da Secretaria de Comunicação do Governo Federal, David Almansa.
O deputado federal, Luiz Carlos Busatto (União), a deputada estadual, Laura Sito (PT) também acompanharam a cerimônia. O vereador Gustavo Almansa representou a Câmara. Somente Flávio Cabral, do movimento que quer cassar o prefeito e vice, compareceu.
O Arroio Passinhos terá dois canais de 3 x 2 metros com pelo menos três pontos de acesso para inspeção. O paisagismo sobre e no entorno deste trecho prevê ciclovia, praça, academia ao ar livre e uma quadra de esportes. A ciclovia será instalada sobre os canais, que serão fechados. Na área do entorno, também haverá paisagismo. O custo é de R$ 20,3 milhões com recursos do Governo Federal incluindo uma complementação de R$ 2,5 milhões da Prefeitura. Já a recuperação do asfalto da rua Telmo Dornelles vai custar R$ 3,5 milhões.
“Nós vamos fazer aqui essa grande obra para Cachoeirinha, que vai trazer tranquilidade, vai trazer paz, vai trazer segurança para as famílias”, disse Pimenta. Enquanto ministro, ele esteve em Cachoeirinha em mais de uma oportunidade e prometeu vir novamente a Cachoeirinha visitar o andamento das obras.
Já Almansa destacou que a cerimônia com a presença de partidos que foram adversários nas últimas eleições municipais, especialmente ele enfrentando Cristian, representava um aspecto da democracia. Passada a eleição, segundo ele, todos devem pensar no bem da cidade.
“Hoje é a demonstração de que quando a gente deixa de lado o revanchismo, a crítica e se une para a construção do bem comum, não sou eu que ganho, não é o senhor [prefeito] que ganha. Quem ganha é a comunidade que está aqui implorando há muitos anos por essa obra histórica. E essa deve ser o horizonte da nossa atuação política, melhorar a vida do povo da nossa cidade. E é por isso que eu estou aqui não só com orgulho, de cabeça erguida. O presidente Lula perdeu três eleições para ganhar uma de presidente. Eu já perdi duas, não quero perder outra. Mas eu reconheço, prefeito, a minha condição de quem perdeu e tem que ajudar a cidade. Isso é democracia”, salientou, pedindo a Cristian que orça o movimento ambientalista da cidade e faça ajustes no projeto se for necessário.
O prefeito Cristian Wasem contou que o trabalho de reconstrução, tema principal das manifestações tendo em vista as consequências da enchente do ano passado, começou logo que assumiu o cargo encontrando diversos problemas na prefeitura e cidade.
Cristian contou que na inauguração da reforma na escola Natálio Schlain encontrou Almansa e disse: “Olha, a gente vai crescer e nós vamos trabalhar juntos”. “E a partir dali nós começamos a ter contato e o David. Foi um grande parceiro nesse canal em Brasília, junto com o deputado Paulo Pimenta, abrindo as portas. A melhor coisa que tem para um prefeito, para uma prefeita, é ser acolhido. Tu te sente muito sozinho muitas vezes”, disse.
O prefeito aproveitou o tema da reconstrução para dizer que vai continuar trabalhando para mudar a cultural política de Cachoeirinha. Ele não fez referência direta aos processos de cassação. “Eu vou continuar trabalhando para mudar a cultura política desse município. E nós vamos conseguir, eu tenho certeza disso. Nós amadurecemos, nós nos reconstruímos também, enquanto políticos diariamente, mas nós temos que estar abertos para isso, para essa reconstrução política. Para essa reconstrução”, frisou.
Críticas ao governador “Eduardo Lento”
Paulo Pimenta não deixou de criticar o governador, o chamando de “Eduardo Lento”. Tudo porque passado mais de um ano da enchente não há ainda nenhum projeto pronto para utilizar os recursos disponibilizados pela União.
Maneco, depois de afirmar que o Governo Federal já investiu diretamente R$ 112 bilhões no Estado e entregou 8,5 mil casas através do Compra Assistida, também criticou o Governo do Estado.
“O Governo Federal tem depositado R$ 6,5 bilhões de reais desde dezembro do ano passado numa conta. Prefeito sabe, quem já foi vereador ou é vereadora, os deputados sabem. Normalmente 99.9% dos convênios a gente assina, a obra inicia e depois o dinheiro vem. Não existe nenhum outro que eu conheço pelo menos, fui prefeito oito anos, que o dinheiro chega na frente. E aqui no Rio Grande do Sul, o dinheiro chegou na frente. São R$ 6,5 bi que estão depositados para fazer todo o sistema de proteção da Região Metropolitana lá de Igrejinha até Porto Alegre e obviamente incluindo Cachoeirinha. R$ 6,5 bi que estão lá rendendo, que, portanto, já deve ser uns oito mais ou menos.”
O Governo do Estado, lembrou Maneco, pediu para gerenciar os recursos e as obras. “No dia 17 de setembro do ano passado, 17 de setembro, então mais de um ano, o presidente Lula assinou o termo atribuindo para o Governo do Estado a responsabilidade de atualizar os projetos e licitar as obras. 17 de setembro. A pedido do Governo do Estado. Não foi nós que obrigamos, foi o Governo do Estado que pediu para fazer as obras, justamente porque ele dizia ter mais facilidade, mais rapidez para executar essas obras. E nós estamos há mais de um ano e infelizmente até hoje nenhum projeto foi atualizado ainda. O dinheiro está lá depositado e nenhum projeto sequer foi atualizado. Quem dirá fazer a licitação”, criticou.




