POLÍTICA

Com apenas uma viatura em operação, Grave pede apoio ao projeto Bomba Amiga

Presidente Fernanda Isabel Ferreira de Oliveira ocupou a Tribuna do Povo para relatar dificuldades do grupo e defender proposta de arrecadação voluntária em postos de combustíveis

Cachoeirinha – A presidente do Grupo de Resgate e Apoio Voluntário de Emergência (Grave), Fernanda Isabel Ferreira de Oliveira, defendeu a aprovação do projeto Bomba Amiga durante a Sessão da Câmara de Vereadores de Cachoeirinha da última terça-feira (3). Na Tribuna do Povo, ela informou que apenas uma das três unidades de resgate da entidade está em operação e pediu apoio para recuperar as viaturas e manter os atendimentos gratuitos à população.

As outras duas unidades estão paradas por problemas mecânicos. Segundo Fernanda, a estrutura do Grave é mantida por doações e pelo esforço dos próprios voluntários. A entidade busca organizar fontes de financiamento por meio de projetos e parcerias com o poder público, empresas e comunidade.

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“Hoje o Grave possui três unidades de resgate, mas apenas uma está em operação. As outras duas estão paradas por problemas mecânicos. Isso significa que todo o atendimento que prestamos à cidade depende, neste momento, de uma única viatura”, afirmou.

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Fernanda apresentou os números de atendimento do grupo: foram 113 ocorrências em 2025 e 85 neste ano. Os plantões começam às 20h de quinta-feira e seguem até as 20h de domingo. A atuação ocorre em colaboração com o Samu, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Brigada Militar, respeitando as atribuições de cada serviço.

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A presidente destacou que o trabalho envolve escala organizada, regimento próprio e capacitação contínua. Também chamou a atenção para a dedicação dos voluntários, que deixam suas famílias e os períodos de descanso para prestar socorro.

“Por trás de cada plantão, há voluntários que deixam as suas casas, suas famílias e seu momento de descanso para estar disponíveis”, declarou.

Fundado em 23 de julho de 2010, o Grave surgiu da iniciativa de dois amigos que decidiram se unir para ajudar outras pessoas. Ao recordar os 16 anos da instituição, Fernanda relacionou a continuidade do trabalho à participação de cada voluntário e pediu que os vereadores conheçam a base e ajudem a divulgar as iniciativas de apoio.

Uma dessas propostas é o Projeto de Lei do Legislativo 154/2026, de autoria do presidente da Câmara, Gilson Stuart (Republicanos), que tramita no Legislativo. O texto institui o Bomba Amiga para incentivar contribuições voluntárias destinadas à manutenção de organizações sem fins lucrativos que prestam atendimento pré-hospitalar e resgate em Cachoeirinha.

A proposta prevê a adesão voluntária de postos de combustíveis, que identificariam uma ou mais bombas com o selo do projeto. Quem optasse por abastecer nessas bombas contribuiria com um centavo por litro. Em um abastecimento de 40 litros, por exemplo, a doação seria de R$ 0,40. Os estabelecimentos teriam de manter bombas do mesmo combustível sem o acréscimo, garantindo a escolha do consumidor.

Os postos repassariam os recursos diretamente a uma conta específica da entidade credenciada. O dinheiro poderia ser aplicado em manutenção e combustível para viaturas, equipamentos de atendimento, uniformes, equipamentos de proteção individual e capacitação dos voluntários. O projeto também prevê prestação de contas semestral à Prefeitura e divulgação periódica dos valores arrecadados e de sua destinação.

Ao apresentar a proposta, Stuart também usou a Tribuna para destacar o trabalho do Grave e salientar que os voluntários frequentemente utilizam recursos do próprio bolso para manter as atividades. “Peço o apoio dessa Câmara, que conheçam o nosso trabalho, que nos ajudem a divulgar esses projetos e que sejam parceiros do Grave”, solicitou Fernanda.

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