Câmara reelege Jussara presidente e alinha o novo governo de Cachoeirinha
Foram 16 votos, incluindo os dos governistas Uilson Droppa e Claudine Silveira; Cléo do Onze não compareceu à Sessão
Cachoeirinha – A presidente da Câmara de Vereadores, Jussara Caçapava, foi reeleita na última Sessão Ordinária do Ano do Legislativo na noite desta terça-feira (16) marcando o início de uma nova fase na história política de Cachoeirinha na visão de quem dá como certa a cassação do prefeito e vice.
“Hoje confirmamos não apenas a nova Mesa Diretora desta Casa, reafirmamos o compromisso com o diálogo e o respeito e a institucionalidade”, disse Jussara logo depois da votação. Foram 16 votos favoráveis, incluindo a concordância dos governistas Uilson Droppa e Claudine Silveira. Cléo do Onze, que também foi contra a aceitação das denúncias dos dois pedidos de impeachment, não compareceu.
Na Mesa Diretora estão Gilson Stuart (Republicanos) como vice-presidente Gustavo Almansa (PT) como primeiro-secretário; e Edison Cordeiro (Republicanos) como segundo-secretário. Cordeiro, ao ingressar na Mesa, deixou de apoiar Cristian e na Tribuna, sem se referir diretamente ao Governo, disse que tratos precisam ser cumpridos e que as pessoas precisam ser respeitadas. “Se eu tenho a oportunidade de não tratar nada, eu não trato. Se eu trato, eu tenho que cumprir”, pontuou.
Com o apoio de Cordeiro, o grupo de vereadores favoráveis ao impeachment conquistou neste momento o número de votos necessários para a cassação do prefeito e vice sem depender do posicionamento da bancada do PT.
Jussara vinha se mantendo em silêncio desde o início do rompimento da base aliada com o Governo e depois da votação disse que precisava falar. “Recebo, vereadores, com o coração cheio de gratidão, de profundo senso de responsabilidade, a confiança de cada um para ser reconduzida e pela terceira vez ter a honra de presidir a Câmara Municipal de Vereadores de Cachoeirinha”, disse.
A presidente destacou que o momento político da cidade é difícil. “Um período que o poder Legislativo, que apresenta diretamente a voz do povo, tem sido de desrespeitado. Um período que esta Câmara sofreu ataques, pressões e tentativas de intimidações. Até aqui me mantive em silêncio institucional. Fiquei em silêncio. Não por omissão, mas por respeito às esferas públicas, à democracia e à estabilidade do Município. Mas há momentos em que o silêncio deixa ser prudência … Esta Casa não se curvará. Esta presidente não se intimidará”, avisou.





