CACHOEIRINHA

Cachoeirinha vive uma epidemia de sífilis

Muitas pessoas não sabem que estão com a infecção e acabam transmitindo para seus parceiros sexuais

O comportamento de risco, principalmente a falta do uso de preservativo, tem causado o aumento do número de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em Cachoeirinha. Durante o mês de dezembro, nas ações de aconselhamento e testagens realizadas pelo Serviço Ambulatorial Especializado (SAE), a sífilis foi a infecção mais encontrada em quem se submeteu aos testes rápidos.

Cachoeirinha está inserida no quadro de epidemia no qual o Brasil está inserido. Na cidade, o maior número de casos foi identificado nas ações realizadas em zonas de vulnerabilidade social. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que no primeiro semestre deste ano foram identificados 168 casos, sendo 67,3% em mulheres.

Muitas pessoas estão com a infecção e sem saberem estão transmitindo para seus parceiros sexuais principalmente pela falta do uso da camisinha. Quem adota um comportamento de risco deve, conforme orientações da secretaria da Saúde, procurar uma unidade básica ou uma ESF para solicitar a aplicação do teste rápido. Além da sífilis, a testagem é feita para identificar se a pessoa está ou não com HIV ou hepatites B e C.

As ISTs são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. De maneira menos comum, as IST também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.

O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento, o diagnóstico e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS. Se não tratadas adequadamente, podem provocar diversas complicações e levar a pessoa, inclusive, à morte. 

Quais são os sinais e sintomas da sífilis?

Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da doença, que divide-se em:

Sífilis primária – sintomas

  • Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias.
  • Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

Sífilis secundária – sintomas

  • Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial.
  • Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias.
  • Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.

Sífilis latente – fase assintomática – sintomas

  • Não aparecem sinais ou sintomas.
  • É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).
  • A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis terciária – sintomas

  • Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
  • Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

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