POLÍTICA

Cachoeirinha conquista 22 casas populares para famílias vítimas da enchente

Imóveis foram confirmados pelo Ministério das Cidades durante agenda em Brasília; município também busca aprovação de projeto para mais 325 apartamentos

Cachoeirinha – Cachoeirinha foi contemplada com 22 novas casas populares dentro de um pacote de 334 unidades habitacionais anunciado pelo Ministério das Cidades para o Rio Grande do Sul. A confirmação foi feita pela secretária municipal de Habitação, Neka Fagundes, durante agenda em Brasília nesta quarta-feira (1) ao lado da vereadora Sandrinha e dos vereadores Tiago Eli e Santo Edir Oliveira. O anúncio ocorreu em reunião com o deputado federal Paulo Pimenta, voltada às ações do Governo Federal para a reconstrução do Estado após as enchentes de 2024.

Segundo Neka Fagundes, o município definirá nos próximos dias a área onde as moradias serão construídas. A prioridade será atender famílias que atualmente recebem aluguel social e outras que vivem em situação de vulnerabilidade ou em áreas consideradas de risco.

Hoje, o programa de aluguel social atende 16 famílias em Cachoeirinha. No entanto, a secretária explica que existe uma demanda maior de pessoas aguardando atendimento. Embora nem todas tenham sido atingidas pela enchente de 2024, muitas residem em locais impróprios para moradia ou enfrentam condições de vulnerabilidade social.

A ampliação desse atendimento ganhou respaldo recentemente com a aprovação, pela Câmara de Vereadores, de uma alteração na legislação municipal que elevou de 20 para até 30 o número de famílias que podem ser beneficiadas pelo aluguel social.

Recuperação após a enchente

As novas moradias fazem parte das ações voltadas à recuperação de Cachoeirinha após a maior enchente da história do município. Paralelamente aos programas habitacionais, a Prefeitura segue removendo imóveis condenados pela Defesa Civil. Até o dia 23 de junho, 22 casas interditadas já haviam sido demolidas nos bairros Carlos Wilkens, Meu Rincão e Jardim América.

Ao todo, 40 imóveis considerados inseguros serão removidos para evitar novas ocupações em áreas de risco e garantir mais segurança à população. As famílias que residiam nessas casas foram contempladas pelo programa Compra Assistida, do Governo Federal, que possibilita a aquisição de novos imóveis em locais seguros.

De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Habitação:

  • 22 casas já foram demolidas
  • 40 imóveis interditados serão removidos
  • 92 famílias foram atendidas pelo programa Compra Assistida
  • Apenas cinco famílias ainda aguardam inclusão no programa

Município busca mais 325 apartamentos

Durante a agenda em Brasília, Neka Fagundes também solicitou apoio do deputado Paulo Pimenta para outro projeto habitacional considerado estratégico para Cachoeirinha. A proposta prevê a construção de 325 apartamentos populares em quatro áreas cedidas pela Prefeitura por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades.

O projeto é conduzido pela Associação de Moradores Santa Rosa de Taquara, que já encaminhou toda a documentação ao Ministério das Cidades e aguarda a análise técnica para aprovação.

Segundo a secretária, os futuros apartamentos serão destinados principalmente a famílias que vivem em áreas de risco, como moradores da região conhecida como Antenas, no bairro Canarinho, onde diversas residências foram construídas sob linhas de transmissão de energia elétrica.

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