Vídeo mostra que povo de terreiro foi recebido na Câmara
Lideranças religiosas criaram um fato político com acusações de intolerância religiosa
Cachoeirinha – A denúncia de intolerância religiosa cometida pela direção da Câmara de Vereadores de Cachoeirinha na noite desta quarta-feira (12) não corresponde ao que aconteceu. A presidente do Legislativo, Jussara Caçapava, explica que o diretor da Câmara, Wesley Correia, durante à tarde, avisou uma pessoa da organização que não seria possível a realização do seminário de intolerância religiosa.
Correia acabou sendo ofendido e ameaçado de que o grupo iria invadir o prédio da Câmara. Por isso uma viatura da Guarda Municipal foi chamada para garantir a segurança do local.
O site oreporter.net tece acesso a imagens das câmeras de segurança que mostram o presidente do Conselho Municipal do Povo de Terreiro de Cachoeirinha, babalorixá Roberto de Osun, entrando no prédio e se dirigindo até a antessala do Plenário. Ele estava acompanhado de duas pessoas e recebeu explicações sobre o motivo do cancelamento do evento. Na rua, depois, conforme vídeos publicados em rede social, ele aparece afirmando que foi barrado, o que não é verdade.
O problema para o cancelamento do seminário de intolerância religiosa está na rede elétrica. Jussara explica que pediu para a assessoria transferir o lançamento da Frente Parlamentar contra as Taxas e Multas Abusivas da Corsan para o Plenarinho, liberando o Plenário, que é maior, para os organizadores do seminário. A questão é que o Plenarinho não poderia ser utilizado devido a reforma da rede elétrica, que está em andamento. Jussara optou por manter o lançamento da Frente Parlamentar pelo impacto que ela tem e cancelar o outro evento, o seminário.
Quando assumiu em janeiro, uma das primeiras medidas de Jussara foi contratar uma empresa para fazer uma avaliação da rede elétrica e dias depois foi contratada outra empresa para iniciar a reforma que vai custar quase R$ 300 mil. “A situação é muito precária”, afirma.
Seminário pode ocorrer em outra data
A presidente da Câmara lamenta o fato político criado. “Eu não sou intolerante religiosa e entre os meus assessores tenho pastor e também gente de religião. A Casa é do povo e jamais eu iria impedir que eles viessem fazer o seminário”, garante. Caso os organizadores tenham desejo de realizar o evento, conforme Jussara, basta que marquem outra data conforme já havia sido informado a eles.
O seminário de intolerância religiosa tem entre os organizadores os fundadores do Templo de Lúcifer em Gravataí, que está envolvo em uma polêmica e discussão judicial para ser inaugurado. São o Instituto Mestre Lukas, Corrente 72 e a Nova Ordem de Lúcifer na Terra (N.O.L.T.). Na noite desta quarta, na frente da Câmara, a deputada estadual Luciana Genro (PSOL) havia prometido fazer uma denúncia de intolerância religiosa no Ministério Público Estadual e os organizadores registraram um boletim de ocorrência.
Babalorixá Roberto de Osun, de amarelo, entra na Câmara e vai até a antessala acompanhado de duas pessoas:
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