GRAVATAÍ

ULBRA encerra em Gravataí por reestruturação, apesar esforços da Prefeitura

Decisão foi confirmada nesta terça-feira pela instituição

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Invista em Gravataí/RS

Gravataí – Apesar de todos os esforços e movimentos da Prefeitura para garantir a permanência das atividades da Ulbra no município, a universidade informou nesta terça-feira a impossibilidade de manter suas operações em Gravataí em função da sua reestruturação organizacional interna. As aulas seguirão até o dia 27 de julho, quando termina o semestre letivo.

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A Prefeitura de Gravataí propôs diversas alternativas para a universidade nos últimos meses para garantir a permanência da instituição. Uma das ações foi a oferta da Escola Municipal Professora Idelcy Silveira Pereira para a transferência das aulas. A escola teria condições de atender no turno da noite aos 581 estudantes que estavam matriculados no campus de Gravataí.

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Em documento enviado ao prefeito Luiz Zaffalon, o reitor da Ulbra, Thomas Heimann, agradeceu os esforços da Prefeitura de Gravataí para a permanência das operações na cidade e comunicou a impossibilidade de continuar com as operações.

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“Queremos agradecer por todos os esforços realizados pela Prefeitura de Gravataí no sentido da permanência de nossas operações presenciais neste município. A sua oferta de nos alocar em uma escola modelo do município foi um gesto solidário e proativo em favor de nossa instituição”, destacou o reitor. Sobre o fim das atividades, o reitor reiterou que “é uma medida que faz parte da reestruturação organizacional da instituição, com o objetivo de garantir a sustentabilidade econômica e preservar nosso maior patrimônio, que é a oferta de um ensino de qualidade, avaliado com nota máxima pelo MEC”.

Desde 2019, a rede Aelbra, mantenedora da Ulbra, está em processo de recuperação judicial. No ano passado, a área de 42,8 mil metros quadrados da rede Aelbra, na avenida Itacolomi, bairro São Vicente, foi à leilão. Em uma aquisição estratégica visando transferir parte de sua estrutura pública para o local e auxiliar a manter as atividades da universidade em Gravataí, a prefeitura realizou a compra do imóvel, o que tem a permitido economizar em aluguéis a partir da saída de prédios alugados.

A Aelbra utilizou o valor para o pagamento de passivos trabalhistas, o que estava previsto em seu Plano de Recuperação Judicial. Na ocasião da compra do imóvel, a Prefeitura de Gravataí ofereceu uma área de 8 mil metros quadrados para que a Aelbra construísse um prédio para abrigar os futuros projetos da Ulbra no município. A Aelbra optou por não utilizar o espaço e alugar uma área na cidade, o que também não aconteceu.

Ainda, o ginásio da escola municipal Professora Idelcy Silveira Pereira também foi oferecido para que a Ulbra utilizasse para os cursos de Educação Física, o que também não foi aceito pela universidade.

Ulbra vai facilitar transferência de alunos para Canoas

A Ulbra disse que a comunidade escolar foi informada do encerramento das atividades em reuniões em grupos com colaboradores, coordenadores, professores e alunos e que diante da boa relação e dos esforços da Prefeitura também que vai facilitar a continuidade dos estudos dos alunos que foram afetados com a decisão.

A universidade vai oferecer 60% na mensalidade de todo o restante do curso (exceto no curso de Medicina) para alunos que optarem pela transferência para o campus de Canoas, que fica a uma distância de 20 quilômetros do Campus Gravataí, ou ainda para a modalidade de Educação à Distância (EAD). Professores e colaboradores que atuavam em Gravataí também estão sendo convidados a se transferirem para o Campus de Canoas.

A Ulbra ainda anunciou que vai continuar com o seu polo de Educação a Distância (EaD) em Gravataí em um novo endereço, com a oferta de cursos 100% EaD e cursos híbridos.

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