RS-010 volta à pauta, mas só sairia através de concessão - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
CIC pediu apoio do senador - Fotos: Roque Lopes/oreporter.net

RS-010 volta à pauta, mas só sairia através de concessão

Mobilização pela retomada do projeto sepultado pelo ex-governador Tarso Genro é liderada pelo Centro das Indústrias de Cachoeirinha, Prefeitura e Granpal

Cachoeirinha – A Rodovia do Progresso, mais conhecida como RS-010, voltou à pauta nesta sexta-feira (27), quando o senador Luis Carlos Heinse palestrou no Centro das Indústrias de Cachoeirinha (CIC) para fazer um panorama do que vem acontecendo no cenário político que afeta diretamente empresários. E na pauta de reivindicações recebida do presidente do CIC, José Airton Venso, o primeiro item foi o pedido de apoio do senador gaúcho.

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O prefeito de Cachoeirinha e presidente da Granpal, Miki Breier, também defendeu uma mobilização regional  pela retomada do projeto. Segundo Heinse pensar na rodovia sem a possibilidade de ela entrar em um programa de concessões para a iniciativa privada é inviável. Ele argumenta que o Governo do Estado não teria recursos para o investimento.

Auditório do CIC ficou lotado

O senador recomendou para lideranças empresariais, vereadores e prefeitos da região uma pressão junto ao governador Eduardo Leite para que inclua a Rodovia do Progresso no estudo de concessões de rodovias a ser desenvolvido pelo BNDES. “Este é o primeiro passo”, disse Heinse.

O projeto da RS-010 é muito antigo. Ele já foi discutido pela primeira vez em 1967 e mais de meio século passou sem ele sair do papel. A rodovia quase foi construída. A então governadora Yeda Crusius conseguiu realizar a licitação em 2010, último ano do seu governo, mas o sucessor, Tarso Genro, anulou todo o processo sob o argumento de que faria um novo estudo, que nunca se concretizou.

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A Odebrecht realizou a modelagem da rodovia prevendo quatro praças de pedágio e acabou sendo a vencedora da licitação dentro de um modelo de Parceria Público-Privada (PPP). O Estado, conforme apontou em 2011 o Governo Tarso Genro,  o Estado teria que pagar para a empresa R$ 1,58 bilhão e ela investiria R$ 700 milhões. Na remodelagem feita, pouco mudou no que o Estado pagaria em 20 anos de concessão, mas a vencedora da licitação teria que investir R$ 1,51 bilhão no mesmo período.

Outro ponto na remodelagem que nunca saiu do papel é que a concessionária teria que construir ligações com os municípios e outras rodovias. O total de quilômetros subiria, então, de 66 para 97. Deveria haver, ainda, redução no número de praças de pedágio. Pelo projeto de PPP de Yeda, a RS-010 iniciaria em Porto Alegre, próxima da Assis Brasil, e seguiria de Cachoeirinha até Sapiranga.

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