RGE explica aumento nas contas de luz após reclamações de consumidores
Em alguns casos, segundo relatos recebidos pela reportagem de O Repórter, os valores chegaram a triplicar em comparação com meses anteriores
Consumidores da Rio Grande Energia (RGE) em Cachoeirinha e Gravataí têm relatado aumento significativo nas contas de energia elétrica. Em alguns casos, segundo relatos recebidos pela reportagem de O Repórter, os valores chegaram a triplicar em comparação com meses anteriores.
Procurada pela reportagem nesta quarta-feira (12), a assessoria de imprensa da CPFL RGE explicou que a elevação pode estar relacionada a uma combinação de fatores, entre eles o aumento do consumo durante períodos de temperaturas extremas e o reajuste tarifário autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo a concessionária, em períodos de frio intenso, é comum que as famílias utilizem por mais tempo equipamentos como aquecedores, chuveiros elétricos e secadoras. Esses aparelhos podem provocar um aumento expressivo no consumo mensal. Além disso, a RGE informou que entrou em vigor, em 19 de junho, o reajuste tarifário aprovado pela Aneel. Para os consumidores residenciais, o índice médio aplicado foi de 14,98%.
Chuveiro e aquecedor estão entre os vilões
De acordo com a RGE, o chuveiro elétrico é um dos equipamentos que mais consomem energia em uma residência. Quando utilizado na posição “inverno”, o consumo pode aumentar em até 30% em relação ao modo “verão”. Nos dias mais frios, o banho pode representar entre 25% e 35% dos gastos com energia. A orientação é reduzir o tempo dos banhos e, sempre que possível, evitar o uso prolongado do chuveiro na temperatura máxima.
Os aquecedores de ambiente também podem elevar consideravelmente o consumo. Segundo a concessionária, um aparelho pode chegar a consumir 160 kWh por mês, dependendo do modelo e da utilização. A recomendação é escolher equipamentos compatíveis com o tamanho do ambiente e, quando possível, optar por modelos com temporizador, que desligam automaticamente após atingir a temperatura desejada.
O uso de secadoras também aumenta durante o inverno. Conforme a RGE, um equipamento utilizado diariamente pode consumir entre 80 e 100 kWh por mês. Já a máquina de lavar roupa, utilizada duas vezes por semana, pode chegar a aproximadamente 36 kWh mensais.A empresa recomenda concentrar as roupas para reduzir a quantidade de ciclos de lavagem e secagem.
Televisão e iluminação também entram na conta
Embora tenham consumo menor que equipamentos de aquecimento, televisão e iluminação também contribuem para o valor final da fatura. A RGE estima que uma televisão possa consumir entre 10 e 30 kWh por mês e representar de 5% a 10% da conta, dependendo do uso. A orientação é desligar o aparelho quando não estiver sendo utilizado e utilizar as funções de desligamento automático durante a noite. No caso das lâmpadas, a iluminação pode representar entre 5% e 15% da conta. A recomendação é aproveitar a iluminação natural durante o dia, apagar as luzes de ambientes vazios e dar preferência às lâmpadas de LED.
Consumidor pode conferir histórico de consumo
A própria conta de energia apresenta o histórico dos últimos 12 meses. A RGE orienta os consumidores a comparar os períodos e verificar se houve aumento efetivo no consumo. A empresa também disponibiliza um simulador de consumo em seus canais digitais, que permite estimar o gasto de diferentes equipamentos e identificar oportunidades de economia. Para quem utiliza ar-condicionado, a concessionária afirma que modelos com tecnologia inverter podem proporcionar economia de até 40% em comparação com equipamentos convencionais, dependendo das condições de uso.
Conta aumentou muito? Consumidor pode procurar o Procon
Caso o consumidor considere que o valor cobrado está incorreto ou não consiga identificar a razão do aumento, é possível buscar orientação e registrar uma reclamação junto ao Procon.
Em Cachoeirinha, o Procon atende presencialmente de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, na Avenida General Flores da Cunha, 3810, Vila Bom Princípio. Os atendimentos também podem ser realizados pelos telefones (51) 3471-2835, (51) 3439-1036 e (51) 3041-7114, ou pelo e-mail [email protected].
Para reclamações por e-mail, o consumidor deve informar nome completo, data de nascimento, CPF ou CNPJ, endereço, telefone, dados do fornecedor, relato detalhado da reclamação, datas e valores, além do pedido principal. Também devem ser anexados documentos que comprovem a situação, como contas, comprovantes de pagamento, contratos e prints de conversas. Não são aceitas gravações em áudio ou vídeo, e cada solicitação pode conter até dez arquivos.
Em Gravataí, o Procon funciona na Avenida Itacolomi, nº 3600, junto ao prédio da Prefeitura. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30. Os telefones são (51) 3600-7661 e (51) 3600-7662, e o e-mail é [email protected].
RGE mantém canais de atendimento
A CPFL RGE também orienta os consumidores por meio do aplicativo CPFL Energia, do site da empresa, WhatsApp pelo número (51) 99955-0002 e pela central telefônica gratuita 0800 970 0900.
A concessionária reforça que o aumento da fatura pode ocorrer tanto pela elevação do consumo quanto pelo reajuste tarifário. Por isso, a comparação do histórico de consumo é uma das principais formas de identificar se o valor maior está relacionado ao uso de energia ou se há necessidade de questionar a cobrança.






