Prefeito Cristian pode impedir construção de 300 apartamentos populares
Cooperativa está com projeto aprovado em Brasília para erguer 10 torres e precisa de um terreno
Cachoeirinha – A construção de 10 torres com 300 apartamentos para a faixa mais carente da população de Cachoeirinha só depende de o prefeito Cristian Wasem ceder uma área. O projeto é da Associação de Moradores Santa Rosa e deveria ter sido iniciado em 2018 para reassentar moradores da Canarinho que moram sob a rede de energia no local chamado de antenas. Com o governo Jair Bolsonaro não houve recursos.
Na última sexta-feira (11), o presidente Lula anunciou o novo PAC com recursos de R$ 3,7 trilhões, contemplando projeto habitacionais. A cooperativa enviou uma carta ao prefeito Cristian Wasem explicando o caso e solicitando a destinação de uma área. A prefeitura ficaria responsável pelo cadastramento das famílias a serem beneficiadas no Minha Casa, Minha Vida. A obra poderia resolver o antigo problema da Canarinho onde famílias vivem preocupadas com a ação de reintegração de posse que tramita na Justiça e que pode ser executada a qualquer momento.
A portaria 595 de 25 de setembro de 2018, do Ministério das Cidades, incluiu o projeto para Cachoeirinha. A proposta foi habilitada para a contratação de empreendimentos com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social – FDS, no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana – PNHU, integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV, para atendimento de famílias com renda familiar mensal de até R$ 1.800,00. A prefeitura chegou a colaborar na época fazendo o levantamento das famílias que seriam beneficiadas. Com a retomada do Minha Casa, Minha Vida, prometida por Lula, serão beneficiadas no projeto de Cachoerinha famílias com renda de até R$ 2.640,00, na Faixa I do programa.
O responsável técnico da cooperativa, Pedro Binotte, explica que é possível mudar o terreno no projeto já habilitado. Com uma intermediação do presidente a Câmara, Paulinho da Farmácia, Cristian chegou a visitar um conjunto habitacional que a cooperativa está construindo em Porto Alegre. A visita aconteceu em maio e desde então a prefeitura não deu mais retorno. “Estamos aguardando a resposta do prefeito sobre o pedido do terreno”, diz Binotte ao ser questionado se o projeto vai avançar. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura na segunda-feira (14) questionando se haveria uma definição. A assessoria, até a publicação desta matéria, não deu resposta.


