POLÍCIA

Polícia indicia professor preso por suspeita de abuso em Cachoeirinha

O professor está preso preventivamente desde o dia 26 de agosto, quando se apresentou voluntariamente à Polícia Civil de Cachoeirinha

Cachoeirinha – A investigação sobre as denúncias de abuso sexual envolvendo um professor da Escola Estadual Mário Quintana, no Parque da Matriz, em Cachoeirinha, avançou para uma nova etapa. A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Diogenes Ribeiro Canfild, de 59 anos, por estupro de vulnerável.

O professor está preso preventivamente desde 26 de agosto, quando se apresentou voluntariamente à Polícia Civil de Cachoeirinha. Na ocasião, conforme divulgado pelo O Repórter, ele foi preso após prestar depoimento. O caso havia começado a ser investigado depois que pais de alunas do 2º ano do Ensino Fundamental procuraram a polícia para denunciar possíveis abusos dentro da escola.

No início da apuração, o caso envolvia quatro registros de ocorrência feitos por familiares. As denúncias levaram ao afastamento do professor das atividades na escola e à abertura da investigação pela 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha. A Patrulha Escolar do 26º BPM também havia sido acionada para atender uma ocorrência na instituição.

Sete meninas foram identificadas

Com o avanço das diligências, sete meninas com idades de 7 a 8 anos foram identificadas pela Polícia Civil como vítimas. De acordo com o delegado André Lobo Anicet, as crianças foram ouvidas em juízo por meio do procedimento de antecipação de prova e também passaram por exames periciais.

A medida de ouvir as crianças em juízo havia sido solicitada durante a investigação justamente para evitar que elas precisassem repetir os relatos em diferentes etapas do processo. Os exames incluíram avaliações destinadas a auxiliar na apuração dos fatos.

Segundo o delegado, os resultados das avaliações psicológicas foram considerados compatíveis com os relatos apresentados pelas meninas. A investigação apontou ainda que as situações investigadas teriam ocorrido dentro da sala de aula.

Professor segue preso

Ele havia negado as acusações quando foi ouvido pela Polícia Civil no momento da prisão. A defesa também sustentou a inocência do professor. O posicionamento apresentado à imprensa na época foi de que ele não teria cometido os atos atribuídos a ele. O professor permanece preso preventivamente enquanto o caso segue para a próxima etapa da tramitação.

Com a conclusão do inquérito, o indiciamento será encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar o material produzido pela Polícia Civil. A partir dessa análise, o órgão poderá oferecer denúncia à Justiça, solicitar novas diligências ou promover o arquivamento do procedimento.

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) já havia informado que abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do profissional e que ele permanecia afastado da Escola Estadual Mário Quintana. O caso continua sob investigação e, até o momento, o indiciamento não representa condenação. Uma eventual responsabilização criminal dependerá da análise do Ministério Público e das decisões da Justiça.

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