POLÍTICA

Polêmica da Bolognesi atrasa projeto de atacarejo e supermercado

Construtora quer alteração no Plano Diretor para construir casas em área de transição ambiental

Cachoeirinha – A retirada do projeto da Ordem do Dia da Câmara de Vereadores na última Sessão, por causa da polêmica envolvendo o pedido da Bolognesi Empreendimentos para transformação de uma área de transição ambiental em residencial, atrasa o projeto de implantação de um atacarejo em Cachoeirinha e um novo supermercado. Isto ocorre porque o Executivo enviou ao Legislativo em um único projeto de lei complementar quatro pedidos de alterações.

Além do feito pela Bolognesi, que foi aprovado pelo Conselho Municipal do Plano Diretor e passou por audiência pública, outro transforma parte da rua vereador José Stuart da Silva de Zona Predominantemente Residencial em Corredor Misto, permitindo a regularização de empresas já instaladas e permitindo a implantação de novas. Não há discussão em torno dessa proposta, assim como de outras duas envolvendo a implantação de um atacarejo e um supermercado.

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Como todas as mudanças estão no mesmo projeto, o adiamento da votação por causa da Bolognesi prejudica os demais. O atacarejo é do Grupo Unidasul, que pretende implantar na Frederico Ritter, no trecho compreendido entre o número 220 e 532, sentido distrito/RS-118, uma unidade do Macromix Atacado. Já o supermercado é da rede Vancosty, projetado para a General Canabarro, próximo da rótula de acesso à Obedy Cândito Vieira.

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A Prefeitura poderia retirar da Câmara o projeto para excluir a alteração polêmica da Bolognesi e fazer o envio de outro para liberar mais rapidamente os investimentos da área de alimentação, enquanto seguem os debates em torno do pedido da construtora. Um vereador também poderia apresentar uma emenda supressiva, retirando do projeto o artigo que permite a construção de casas.

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Nenhuma das duas alternativas deverá ser utilizada. Segundo o presidente do Conselho Municipal do Plano Diretor e assessor especial do prefeito Cristian Wasem, André Lima, a polêmica não tem sentido. Seria uma confusão. Na área que vai ser transformada de transição ambiental para residencial, não há floresta e parte dela, onde serão erguidas as casas de duas novas fases do loteamento Campo Belo, já está terraplanada.

Segundo ele, conforme informações da construtora, os licenciamentos necessários para a execução do que já foi feito, foram obtidas. Na Câmara, os vereadores Marco Barbosa e Fernando Medeiros defendem estudos técnicos para avaliar a possibilidade de uma área de transição ambiental ser extinta. Lima argumenta que os estudos foram executados e serão enviados ao Legislativo. Ele acredita que na Sessão da próxima terça seja possível fazer a votação do projeto tendo em vista que, em tese, os vereadores terão os dados que pediram.

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